Dono de lanchonete é preso por mandar incendiar estabelecimento concorrente no Recife

G1.com

O dono do Ponto do Açaí de Boa Viagem foi preso, nesta terça-feira (12), sob suspeita de ser o mandante de um incêndio criminoso ocorrido em um estabelecimento concorrente, em janeiro deste ano, na Zona Sul do Recife. Além dele, outras três pessoas foram detidas por ter executado o crime. Na época, o fogo destruiu o estabelecimento conhecido como Casa do Pará, mas não houve feridos.

Segundo a polícia, um dos suspeitos de participação na ação está foragido. Ele é homem de confiança do dono do Ponto do Açaí, apontado como mandante do crime. Os dois estabelecimentos ficam na mesma galeria de lojas, na Avenida Conselheiro Aguiar, uma das mais movimentadas do bairro.

De acordo com a delegada Beatriz Leite, responsável pelas investigações, a irmã de um dos homens reconheceu, a partir dos vídeos de câmeras de segurança, e identificou os três executores. As filmagens mostram o momento em que eles abordam o vigilante do imóvel destruído e ateiam fogo ao estabelecimento. A motivação para o crime seria a disputa pela clientela local.

Os executores confessaram o crime. Um deles disse que teria ateado fogo à loja por ter apanhado de um dos funcionários do local, mas, ao longo das investigações, ficamos convencidos de que o dono do Ponto do Açaí era o mandante. Como os dois pontos são muito colados e as mesas ficam na mesma calçada, o crime foi para evitar que os clientes fossem até a outra loja. Ele é uma pessoa explosiva, que, meses antes, já tinha dito a outro proprietário que estava tão nervoso acabaria praticando o crime”, disse a delegada.

Ainda segundo a polícia, os três têm passagem pelo sistema judiciário. O dono do estabelecimento já respondeu a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ameaça e já foi alvo de um boletim de ocorrência por lesão corporal.

Todos os envolvidos na ação foram indiciados por incêndio criminoso. Os executores também vão responder por roubo, porque levaram pertences do vigia da Casa do Pará.

De acordo com Beatriz Leite, o suspeito de ser o mentor da ação também foi indiciado por coação, por ter continuado ameaçando pessoas ao longo da investigação. Peritos foram acionados para descobrir as causas do sinistro e constataram que o incêndio foi criminoso.

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