RELIGIÃO SALVA?

devocional8Neste dia 21 de Janeiro comemora-se o dia mundial da religião e o dia nacional de combate à intolerância religiosa. O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões coloca maior ênfase na crença, enquanto outras enfatizam a prática.  Sabemos que a graça de Deus é plena e abundante . A bíblia nos mostra, de maneira muito clara, que somos salvos pela graça de Deus: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras para que ninguém se glorie.” Efésios 2: 8-9.  O nosso objetivo é promover um amplo e inteligente debate entre os leitores do Blog Tabira Hoje sobre o complexo tema do dia. Vou deixar aqui duas questões para debatermos juntos:

1 – O que é mais importante: a crença ou a prática?

2 – Você acha que religião salva?

Um abraço a todos e vamos ao debate.

9 thoughts on “RELIGIÃO SALVA?”

  1. O mais importante é a PRÁTICA, porque tem pessoas que tem tanta teoria bonita e a prática é totalmente diferente.
    (Faz o que eu digo e não faz o que eu faço).

    A religião não salva. O que salva são as boas ações que praticamos para nossos semelhantes.

  2. nao adianta vc crer, se nao patrica, as duas coisas sao importantes!!!!

    sou um deles, eu creio e nao sou praticante.

  3. Na verdade, de quê a religião nos salvaria?

    De um possível vida eterna? Improvável, não acho que ela exista. Da fúria de Deus? Seríamos todos hipócritas ao crer Nele e sermos “praticantes” somente pelo medo do castigo.

    Então, em minha humilde opinião, a religião só nos salva de uma coisa, triste e sombria, que é solidão do homem sem Deus, nesse interminável abandono do mundo, sem eternidade alguma, e com a terra faminta pra nos engolir.

    Um abraço, Junião, e parabéns pelo post… 🙂

  4. Parabéns por ter lembrado-se do dia mundial da religião e o dia nacional de combate à intolerância religiosa. Poderia citar inúmeros pensamentos e teses sobre a importância desse tema, tanto do meu Mestre e Senhor Jesus Cristo – sou católico – como de outros lideres de outras religiões. No entanto, quero iniciar contribuído com os pensamentos da Igreja, a qual eu sou membro, pois assim serei mais preciso em minha contribuição.
    As pregações do Papa e de muitos bispos continuam e pedindo respeito liberdade religiosa. Um assunto que, talvez, ainda não causa impacto no Brasil, mas com proporções maiores nos países europeus e naqueles com potencial econômico mais desenvolvido.
    Em sua 10ª Viagem Apostólica, realizada para comemorar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora de Lourdes, na França, o Papa insistiu que a religião tivesse seu lugar social, dizendo que religião não é política e que nenhum partido político é religião. O presidente francês, Sarkozy, acolheu o Papa falando de “laicidade positiva”, afirmando que a religião tem seu espaço e é bem vinda na sociedade laica. No Brasil, quem acompanha revistas e jornais lê aqui e ali ataques à religião e, já percebe algum cheiro de intolerância religiosa no ar.
    A Igreja entende que a Palavra de Deus é eminentemente prática ao colocar os critérios do julgamento final (Voce acha que religião salva?). E, do ponto de vista prático, tem a capacidade de transformar a sociedade (O que é mais importante, a crença é ou pratica?). Assim é que as religiões contribuem na indicação do caminho para fazer crescer o Reino de Deus entre nós, e esse caminho só pode ser feito em contexto social.
    A Igreja e os discípulos de Jesus, assim como os membros de todas as religiões, são cidadãos do mundo e, enquanto tal, têm os mesmos direitos que todos os demais cidadãos, acrescido do dever de transformar a sociedade a partir dos valores do Evangelho e de suas crenças. O que nos distingue, contudo, não é o fanatismo ou fundamentalismo religioso (que seria um verdadeiro desastre) e nem mesmo a alienação dessa terra voltando-se para os altos céus. “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, também a fé sem obras é morta”. (Novo Testamento – Tiago capítulo 2) A distinção acontece pelo modo como tratamos a vida humana, especialmente aquela vida que vive em irmãos e irmãs que necessitam de socorro :
    ( “Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso.
    Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
    Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
    Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,
    porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes;
    nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.
    Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
    Quando foi que te vimos peregrinos e te acolhemos, nu e te vestimos?
    Quando foi que te vimos enfermos ou na prisão e te fomos visitar?
    Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.
    Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.
    Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes.

    Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?

    E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna”. Mt 25,31-46) Bíblia Ave Maria .

    Parece que isso incomoda muita gente graúda, intelectuais e cientistas positivistas, em especial. Mas essa é e deve continuar sendo a marca distintiva dos discípulos de Jesus. A religião cristã e nenhuma no mundo deve ser confinada e privatizada, ao contrário, devem ser extremamente social e ativa.

    Desculpe se não respondi as questões propostas de forma pontual. Isso foi proposital, pois acho o tema muito amplo e profundo e que por isso deve ser explorado com muito zelo!

  5. Parabéns, júnior, por lembrar da data…
    Lí os comentários e gostei…parabéns Felipe pela reflexão tão oportuna. na verdade teológica, religião não salva. Igreja também não. E há muita diferença de Religião pra Igreja. O que salva é a nossa fé e a misericórdia de Deus, portanto nada que a gente faça contribui pra salvação. Nossa ação é vista como uma resposta a Deus por nos salvar. De quê mesmo, felipe? Da vida eterna? Do fogo eterno? do Limbo? quando vivos orantes, errantes neste mundo, estamos em duas mãos: na nossa e na de Deus. Quando morremos estamos só na mão de Deus, portanto, nossa preocupaçaõ com o que Deus fará conosco deve ser das menores uma vez que confiamos que Deus é 100% misericordioso, 100% bondoso. Vida eterna é garantida. O que não temos garantida é a vida aqui na terra e é por essa que a religião tem que lutar.

  6. Bons comentários… A distinção entre Igreja e Religião é bem oportuna.

    A religião seria uma estreita relação do homem com algo metafísico, extraterreno?

    A Igreja, nesse caso, não me interessaria muito, pois creio que essa ligação do homem com Deus não precisa de intermediários.

    A religião seria só um rótulo? A religiosidade é algo íntimo, intransmissível, ou é algo comunitário, que deve ser compartilhado?

    Outro ponto importante tocado aqui é a intensa intolerância religiosa que ocorre em todos os cantos do planeta, desde o pejorativo “macumbeiro” atribuído aos candomblés adeptos da religião Ubanda, no Brasil mesmo, até a massacres de muçulmanos e católicos na Nigéria, e em tantos outros países.

    Não acho que a religião seja algo indispensável ao homem, ou mesmo importante. Indispensável mesmo é o respeito a todos, indenpentes da crença.

  7. vejamos bem….há hoje, no mundo, 56 mil religiôes. O que caracteriza a religião é a crença num transcendente. Este transcendente teve e tem vários nomes: ALÁ, MANITU, TUPÃ, YAHWEH, ZEUS, ÍSIS E OSÍRIS, ODIN…nossa religião se chama CRISTIANISMO porque somos discípulos de CRISTO. O CRISTIANISMO se divide em 03 IGREJAS: CATÓLICA, ORTODOXA E PROTESTANTE. SÓ DE iGREJAS PROTESTANTES NÓS TEMOS MAIS DE 1300 NO brasil. Ah, bem lembrando: MAÇONARIA não é uma religião pois não pôe sua base num transcendente específico. sobre tolerância religiosa existe o ECUMENISMO RELIGIOSO QUE BUSCA O DIÁLOGO ENTRE AS RELIGIÕES (MACRO-ECUMENISMO) E ENTRE AS IGREJAS (MICRO-ECUMENISMO). EM TABIRA ESTAMOS MUITO LONGE DE UM DIÁLOGO FRATERNO COM OS IRMÃO DE OUTRAS IGREJAS.

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