O Ministério da Educação (MEC) conseguiu derrubar liminar da Justiça Federal do Ceará que suspendia o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na decisão favorável ao Inep, órgão responsável pela aplicação das provas, o presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, afirmou que a suspensão traria transtornos aos organizadores e aos 3,2 milhões de candidatos que fizeram a prova em todo o País.
Mesmo com a confirmação do exame, cerca de 300 estudantes saíram em passeata pelas ruas do Centro do Rio para protestar contra a desorganização na aplicação da prova. O Enem havia sido suspenso na última segunda-feira pela juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará.
Confira o gabarito das provas clicando abaixo:
SÁBADO
DOMINGO
Ela avaliou que a realização de novo teste só para candidatos que se consideram prejudicados poderia beneficiar o grupo de estudantes em detrimento dos demais. No sábado, um lote de 21 mil cadernos de prova amarelos apresentou erro de montagem e não continha todas as 90 questões aplicadas. Para esses, o MEC planeja aplicar novo exame, mas sem data definida. O ministério, que a princípio havia estimado em 1.800 pessoas, disse que vai recalcular quantos farão o novo exame com base nos relatórios dos fiscais de prova.
O desembargador afirmou que a anulação representaria prejuízo de R$ 180 milhões aos cofres públicos para a aplicação de novas provas e poderia comprometer o início do ano letivo nas universidades que dependem exclusivamente do Enem para classificar os candidatos, como a Rural e a UniRio. Com a medida, o MEC pode divulgar ontem à noite o gabarito das provas pela Internet.
O ministério colocará no ar, em breve, espaço no portal do Enem (www.enem.inep.gov.br) para receber reclamações dos alunos que foram prejudicados pela inversão no cabeçalho do cartão-resposta. Até as 22h de ontem, a nova página não estava disponível. A batalha judicial está longe do fim. O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União vão recorrer para tentar anular o exame. O caso pode parar no Superior Tribunal de Justiça. As informações são do Dia Online.