O fechamento da agência do Banco do Estado de Pernambuco (BANDEPE) em Tabira

Nossa agência do Banco de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (BANDEPE), foi instalada em nossa cidade, na Praça Gonçalo Gomes, no dia 28 de fevereiro de 1970, no Governo de Dr. Nilo de Sousa Coelho; em 1977 transferiu-se para a sua sede própria, onde funcionava as Escolas Municipais Reunidas, depois serviu de Prefeitura Municipal, foi demolido totalmente, à Rua Major João Cordeiro.
Tivemos como Gerente e sub-Gerente:
Adeildo Paulo da Silva e Moisés Martins de Sousa
Gerfson Ferreira Santos e Moisés Martins de Sousa
Eraldo Simões Barbosa e Paulo Valeriano
Francisco Gileno de Oliveira e Paulo Valeriano
Francisco de Assis Lima e Paulo Valeriano
Genivaldo Almeida Pessoa e Antônio F. Medrado
Jorge da Silva Leite e Antônio F. Medrado
Sebastião da Silva Cruz e Antônio F. Medrado
Sebastião da Silva Cruz e Iony Guedes de Melo – In memorian
Farges Fernandes F. Falcão e Marcos Paulo Mascena Pires – In memorian
Encontramos no livro Tabira – Histórias e Estórias de Nevinha Pires, o relato do fechamento da agência do Bandepe em Tabira.

Crescia de modo contínuo a AGÊNCIA que teve a felicidade de ser sempre composta por funcionários autênticos, gerentes e sub-gerentes à altura dos trabalhos do banco, um notável entendimento entre banco e clientes, palmilhando sempre os passos de uma interação tão perfeita que levava sempre integração, consequentemente ao desenvolvimento do Banco e da Comunidade local, a família Bandepeana era a mesma família tabirense e vice-versa.

Cartazes na parede com dizeres como “Tabira é Mais BANDEPE “
Na sequência dos anos de crise econômica, Tabira perdeu, imerecidamente o seu Bandepe, com seu fechamento no dia 22 de outubro de 1991, dia que ficou marcado em todos os tabirenses por uma perda irreparável, um fato negro na história de Tabira que não esquece o Banco como um todo e os Bandepeanos especialmente.

À época do fechamento, seu quadro de funcionários:
Gerente –
Gustavo Cavalcanti Neves
Sub-Gerente –
Francisco Anchieta de Araújo Lopes
Caixas –
Paulo Diniz (O Veterano)
Cândido Siqueira
Maria Aparecida Fernandes
Afonso Alexandre do Amaral
Antônio Inaldo Gomes
Escriturários –
Iony Guedes de Melo – In memorian
Israel Gomes
José Anchieta Melo
Maria do Socorro Gomes de Melo – In memorian
Fausto Marinho Campos
Recepcionistas –
Maria Albanete Gomes de Melo
Sandro Mascena Gomes – In memorian
Seguranças –
Francisco Holanda
José Ademilton Freitas
Zeladora –
Maria José de Morais

A amiga Rubenita, viúva do ex-bandepeano Iony Guedes de Melo, nos repassou a crônica feita por Dulce Lima.
Uma luz vai brilhar novamente
Fazia um sol abrasador. Pouco a pouco a tarde chegava com um jeitinho todo aconchegante.
Uma pitada de estrelas aqui, uma lagoa de prata além do olhar, e, enfim, a noite sertaneja com seus encantos e magia.
E tudo se aquietava na paz dos nossos lares.
Mas como num pacto diabólico surge a segunda-feira, apagando com rastros de vingança, a nossa paz domingueira.
Já não havia estrelas, nem lua, nem paz, nem Bandepe.
O “Leão do Norte” vomitava leis forjadas nos gabinetes dos governos escusos.
A mesma cidade amargava a derrota. Esperneava. Gritava aos quatros vento, mas ninguém escutava.
E nós que fechamos uma escola para abrir o Bandepe, hoje vendo o governo fechar o Bandepe para abrigar a poeira, o abandono e o descaso, onde antes havia progresso e confiança no futuro.
Quase nada neste mundo é imutável (graças a Deus!).
Eu sei. Eu acredito: o túnel pode não mudar, mas a luz, esta sim, com certeza vai brilhar novamente.
É só esperar!
01 de fevereiro de 1992
Dulce Lima

Fotos gentilmente cedidas por Anchieta Araújo
Mais que matéria bonita Flávio, fui testemunha ocular desse triste dia para Tabira. Nós morávamos em frente ao BANDEPE onde hoje é o mercadinho do Didi. Parabéns por resgatar essas histórias, ainda que todas não são de conquistas, mas servem para nos lembrar dos políticos que vão pedir nossos votos.
José Augusto Freitas
PARABÉNS POR UMA MATÉRIA TÃO LINDA. ISSO SÓ NOS FAZ LEMBRAR QUE TABIRA É A TERRA DO JÁ TEVE:
JÁ TEVE BANDEPE
JÁ TEVE CINEMA
JÁ TEVE COLETURIA
JÁ TEVE TANTAS COISAS BOAS QUE O VENTO LEVOU….
ótima matéria, parabens.
parabens , voltar ao tempo e ver a historia de tabira tambem nos remete pra nossa propria historia de vida e de luta, sou um tabirense adotado que nunca irei esquecer minhas vitorias e lutas nessa cidades . parabens pra toda equipe.
parabens , voltar ao tempo e ver a historia de tabira tambem nos remete pra nossa propria historia de vida e de luta, sou um tabirense adotado que nunca irei esquecer minhas vitorias e lutas nessa cidades . parabens pra toda equipe.
Parabéns pela matéria; Vivemos bons tempos no Bandepe. Saudades dos que já se foram: Coquinha, Iony, Sandro, Marcos e Farges. E completando as palavras de Zé Augusto, devemos lembrar dos políticos (conterrâneos ou não) que também nos viraram as costas. 2010, ano de lembramos esta, e outras coisas que já aconteceram com os tabirenses. E não posso esquecer daqueles que nos apoiaram: Pe. Assis Rocha, Inês Gomes, Promotor de Justiça Dr. Marcelo, Tilinha (Diretora do Arnaldo na época) e tantos outros amigos e parentes que se fizeram presentes no momento de luta.
Abraços.
Realmente, foi um dia triste para Tabira, vimos nossos amigos de repente ver fugir o chão sob seus pés, alguns ficaram desestruturados, foi uma imensa crueldade com os Bandepianos, não só de Tabira, mas de tantas outras cidades….. Albanetinha usou de muita propriedade quando menciona que não se deve esquecer dos causadores de tamanha injustiça….. bem como aqueles que se calaram!
Senti grande saudades dos queridos amigos que já se foram, e que nos recebiam tão bem naquela agência Bancária!
Abraços
Participei ativamente dessa luta , quando na época eu já atuava politicamente militando no PT. Estou de barba nas duas últimas fotos
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Parabéns caro Flávio Marques, é bom de vez enquando relembrarmos o que Tabira já teve. Chama a atenção nessa matéria o quanto a população trabalhou para que não fechasse a agência do BANDEP, o povo de Tabira é verdadeiramente vencedores mesmo perdendo muitas vezes algumas lutas. Parabéns
Fui o primeiro gerente do Bandepe em Tabira, cuja agência foi
inaugurada em fevereiro do ano de 1970.
Nãio sabia que a referida agência havia sido fechada. É uma grande perda para a Cidade de Tabira.
Tambem deixei o Bandepe em 1974 e me aposentei pela Receita Federal, onde fui Auditor Fiscal.
Fiz grandes amigos na época, como o casal Zezé e Severina, meus compadres, pois fui o padrinho de sua segunda filha filha.