stão abertas as urnas para o inédito segundo turno das eleições presidenciais na Argentina, que opõem o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, ao oposicionista Mauricio Macri, da aliança conservadora Mudemos. O primeiro é o atual governador da província de Buenos Aires, enquanto o segundo é o prefeito da cidade homônima. Ao todo, pouco mais de 32 milhões de cidadãos estão habilitados a votar, em uma jornada que se encerra às 19h (horário de Brasília). Os primeiros números oficiais devem sair cerca de 1h30 mais tarde, e a tendência definitiva deve surgir a partir das 23h.
No primeiro turno, em 25 de outubro, Scioli obteve 37,08% dos votos, contra 34,15% de Macri, mas as últimas pesquisas colocam o prefeito de Buenos Aires como favorito. No entanto, as sondagens também dizem que há cerca de 10% de indecisos.
Essa é a primeira vez que a Argentina realiza um segundo turno em eleições presidenciais. Em 2003, também deveria ter ocorrido, mas o ex-mandatário Carlos Menem desistiu de competir com Néstor Kirchner, que acabou eleito.
“Tenho muita confiança, o povo argentino amadureceu”, declarou Scioli, que conversou com a imprensa antes de depositar sua cédula na urna. Durante a semana, um dos argentinos mais ilustres da atualidade, papa Francisco, havia pedido para seus conterrâneos votarem “com consciência”.
Nos últimos meses, o Pontífice tentou se manter afastado das discussões eleitorais, evitando falar com políticos e buscando impedir que sua imagem fosse usada em campanhas. (ANSA)
