Pernambuco é vice-líder em mortes por choque elétrico no Nordeste

rede_eletricaCom 51 casos contabilizados em 2014, Pernambuco é o segundo estado do Nordeste com maior número de mortes por choque elétrico. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (24) pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Em vias públicas, pelo menos 12 pessoas vieram a óbito, entre elas o menino Ênio Marcondes Ferreira de Brito, 11 anos, que pisou num fio solto de baixa tensão em Pau Amarelo, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, informa o Diário de Pernambuco.

Pernambuco só perdeu para a Bahia, que registrou 68 mortes por choque elétrico no ano passado. Para a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), as principais causadas desses acidentes estão relacionadas às intervenções indevidas na rede de elétrica, como ligações clandestinas e avanço de construções civis irregulares sobre a fiação.

No Brasil, segundo a Abracopel, foram contabilizadas 627 mortes por choque elétrico em 2014. Um aumento de 6% em relação a 2013, quando o país registrou 592 óbitos. Estatisticamente, 8,13% dos casos no ano passado aconteceram em Pernambuco.

“Esse resultado demonstra o descaso das pessoas. Hoje em dia há maior acesso à energia, aos equipamentos eletrônicos. Consequentemente, os riscos acabam aumentando. O grande problema é a falta de conscientização das pessoas por não conhecer os riscos ou por ignorá-los”, avaliou o engenheiro Edson Martinho, diretor executivo da Abracopel.

O episódio de morte por choque elétrico que teve maior repercussão em Pernambuco, no ano passado, foi o de Ênio Marcondes. Ele andava pela Rua Irã, no Loteamento Conceição, quando pisou num fio de baixa tensão e sofreu a descarga elétrica. Segundo testemunhas, aquela era a terceira vez que o fio caía na rua e, apesar de ter sido acionada, a Celpe não havia feito o reparo. A criança morreu a caminho de socorro.

Após seis meses de investigações, a Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) decidiu aplicar multa no valor de R$ 173 mil à Celpe. O valor corresponde a 0,0058% do faturamento líquido anual da empresa e será recolhido ao governo federal, como determina resolução normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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