
Imagem Ilustrativa/Progresso
Os passageiros que utilizaram ontem (18), o ônibus da empresa Progresso, prefixo 99000745, Tabira/Recife, foram obrigados a conviver, além do calor, com baratas e superlotação. Este blogueiro presenciou tudo depois que saiu às 16h50min do Terminal Rodoviário de Afogados da Ingazeira.
Durante o trajeto, o ar-condicionado do veículo não manteve uma temperatura agradável. A situação piorou após o embarque de dez pessoas no Terminal de Arcoverde, que por falta de assentos vagos foram no corredor do ônibus em pé até Caruaru. O veículo com excesso de passageiros conseguiu passar por todos os Postos da Polícia Rodoviária Federal, na BR-232 e não foi parado.
A presença de baratas é algo comum nos ônibus da Progresso. Recentemente, o blog de Nill Júnior e o radialista Anchieta Santos divulgaram matéria em que passageiros denunciavam tal situação.
O supervisor técnico de combate a pragas, Tiago de Aquino Pereira, em entrevista a Rede Brasil Atual, sustenta que as blatellas germânicas, nome cientifico das Baratas, são difíceis de exterminar e se proliferam em ambientes sem limpeza. “A pulverização de veneno acaba com 90% delas, mas é preciso um trabalho constante para que elas sejam eliminadas de vez”, afirma. “Ambientes sujos são chamariz para baratas.”
Cada dedetização tem validade de três meses e deve ser acompanhada de ações de limpeza para evitar nova infestação dos insetos. Iscas em gel também podem ser aplicadas. Mas o mais comum é pulverizar veneno. “Como as baratas se alimentam ‘boca a boca’, as iscas têm efeito dominó e facilitam o extermínio, mas o mais normal é as empresas realizarem a dedetização com veneno”, ensina. Pereira sugere a pulverização de veneno no painel dos ônibus e no interior das colunas laterais, até mesmo entre a fiação.
Além do desconforto, o especialista chama atenção para o perigo dos insetos transmitirem “cobreiro”, doença causada pelo vírus chamado herpes zoster que causa infecção muito dolorida em um ou mais nervos, gerando coceira intensa e erupções de pequenas bolhas na região afetada.
Bastava um passageiro ligar para o 191 que é o número da PRF. Ligação gratuita e o ônibus seria parado em São Caetano.