Acima, o vídeo feito pelo PM Antonio Vicente, e publicado pelo blogueiro Itamar França mostra o momento das chamas consumindo os veículos. É possível ouvir o motorista do ônibus escolar descrevendo o acidente.
Um grave acidente acabou com uma morte e dois veículos incinerados na PE 320, entre Afogados da Ingazeira e Tabira, a poucos quilômetros do acesso à comunidade de Pintada, zona rural de Afogados. Foi no início da noite desta terça (13).
As informações que chegaram ao blog dão conta de que tudo começou com uma avaria em um caminhão caçamba que ficou parado no acostamento sem a devida sinalização. Some-se o fato de haver mato no acostamento, fazendo com que o motorista ficasse com parte do carro na via. Um Fiat Uno não conseguiu desviar e atingiu parte da traseira da caçamba.

O caminhão caçamba tomando parte da via sem sinalização que indicava estar avariado. À noite, visibilidade prejudicou motorista do Fiat Uno, a vítima fatal. A foto é do Afogados On Line.
Logo atrás, um ônibus Escolar atingiu o Fiat. Os dois carros desceram um barranco e pegaram fogo. O motorista do Fiat ficou preso às ferragens e morreu carbonizado. O motorista do ônibus conseguiu sair do carro antes que as chamas consumissem todo o veículo.
A fatalidade não foi maior porque o ônibus, cuja cidade de origem ainda não foi identificada, não estava com estudantes. Para que se tenha ideia da gravidade, não houve nenhuma possibilidade de que os veículos fossem identificados, o que só deve ocorrer pela manhã. Nem as placas eram legíveis.
No vídeo acima é possível ouvir o motorista do ônibus escolar- cujo primeiro nome seria Silvaneis – dando alguns detalhes do episódio. “Eu vinha da Varzinha. Ia levar os alunos e vinha voltando. O cara bateu na traseira da caçamba e veio pra cima de mim. Joguei o carro pra fora da pista mas não deu. Eu saí pela janela do ônibus”. Quando perguntado se alguém havia saído do carro, foi categórico: “Depois da batida não saiu ninguém”. É possível ouvir durante a gravação o estampido de pneus estourando.
Do corpo da vítima, a única informação que dá pistas de sua identidade é o fato de que usava botas de couro, que não ficaram totalmente carbonizadas. A identificação só será possível com exame de DNA.

