Do Diário de PernambucoSem demonstrar pressa ou açodamento, para usar um termo que ele costuma empregar, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) mantém-se firme no propósito de só decidir depois do carnaval ou mesmo em março se será mais uma vez candidato ao governo do estado. Entre os partidos de oposição porém, o discurso é de pressão total. Todos, PSDB, PPS, DEM e o próprio PMDB, não cogitam outro caminho para as eleições de outubro a não ser o de ter o senador na cabeça da chapa. Ontem, durante a festa de aniversário da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), o senador encarou todas as perguntas numa espécie de coletiva improvisada no restaurantes Spettus, no Derby. Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista.
O senhor está determinado a manter o mistério sobre a decisão até o ‘último capítulo’?
Em política não há mistério. Tenho que acompanhar não só a política local, mas, sobretudo, a questão nacional que está ainda muito confusa para mim. Mas tem tempo para isso. A gente está terminando janeiro, volto a Brasília em 1º fevereiro e vou acompanhar isso. Não conversei mais com Serra e pretendo conversar com ele nos próximos dias, pra gente trocar ideia sobre isso.
O que pensa sobre a declaração de Sérgio Guerra (líder do PSDB) de que, caso o senhor não seja candidato, o PSDB sairá sozinho?
Ele cunhou um frase que para mim é lapidar e exemplar. A oposição não vai ficar refém de Jarbas nem Jarbas dela. Pronto. Nem a oposição fica refém de mim, nem eu da oposição.
A neutralidade na campanha já anunciada pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, lhe preocupa? Vai interferir na sua decisão?
Sinceramente, não. Toda eleição tem isso. Tem pessoas que se expõem, outras, não. Tem gente que diz isso e depois entra na campanha. Se ele (Elias) diz que a prioridade dele é a administrativa, eu concordo. Jamais, na minha vida, tomaria uma decisão importante como essa usando subterfúgios, terceiros, escapatórias.
Como está a sua cabeça neste momento, em relação à sua decisão?
Aproveitei bem o recesso. Estou bem de saúde, bem de cabeça, bem de espírito.
Como avalia o fato de o senhor, mesmo estando um mês em silêncio, ter sido alvo de tantas declarações de governistas?
A política de Pernambuco está mudando para pior. Eu cheguei aqui (no Recife) no dia 17 de dezembro, hoje (ontem) já é 26 de janeiro e não dei entrevista, mesmo tendo sido solicitado. Ainda assim, de um lado tenho sido agredido todos os dias por adversários e, do outro, jogado no canto da cerca por correligionários. É uma situação para mim sui generis.
Por que isso acontece?
Acho que está se preparando em Pernambuco um quadro de muita agressividade, mentira e subterfúgios. Quando a gente está calado e começam a dizer que a gente é figura agressiva, agarrada ao passado, é uma forma de preparar uma campanha pequena, mesquinha, preocupada em detratar o advsersário.
Isso terá algum peso em sua decisão?
Não. Já disputei muitas eleições em Pernambuco. Ganhei oito e perdi duas. Disputei eleição no filé, filé grande, bonito, e no osso horroroso. Então, estou acostumado a isso. Eu quero tempo. Posso falar com muita clareza que quero tempo. Se Serra não resolveu as coisas dele, se Aécio ainda tem dúvida se é candidato ao Senado ou a vice, por que essa pressa em decidir aqui, num estado tão importante como Pernambuco?
O que tem a dizer a quem lhe agride?
Não vou dizer nada. Já sou agredido calado, imagine falando.
E se fosse chamado de babaca por Lula?
Na hora ele teria a resposta. Ele vem amanhã aqui. Manda ele me chamar de babaca…
Como observa as análises de que os governistas, ao mesmo tempo em que querem disputar com o senhor, estariam, na verdade, com medo de enfrentá-lo?
Tenho visto as duas tendências. Um me degradando agredindo e outras, no subterrâneo, torcendo para que eu seja candidato. O que eu vou dizer? Nada. Nem acho bom, nem ruim. Tenho que cuidar da minha estratégia, que já está definida.
Qual é a estratégia?
Aguardar, analisar. Em política não se dá passo em falso. Quando se dá um passo em falso em política leva-se um tempo para se consertar.
Acha que na campanha a agressividade será intensificada?
Todas as colunas já abordaram essa coisa de o governo achar que vou desencadear uma campanha agressiva. Por que eu vou fazer isso? Ganhei eleições com campanhas de alto astral. O que foi que mudou no meu temperamento para eu fazer uma campanha agressiva? É uma velha tática, que conheço, de tentar botar o guizo na pessoa quando o guizo está pendurado em quem quer colocar. Isso aí para mim não cola, mas é bom porque me adverte, dá tempo pra pensar. Tem muita gente querendo fazer os outros de bobo e besta. Mas não sou bobo ou besta.
Os adversários querem lhe fazer de besta?
Vocês acham que Silvio Costa (deputado federal do PTB) falaria sozinho, quem estava calado como estava, envolvido com os problemas do filho? Acha que iria sozinho para uma emissora de rádio se não fosse acordado 6 horas da manhã para trazer a Camargo Corrêa para cá?
O que acha das comparações entre as gestões? Lula quer isso no cenário nacional e aqui também já há essa intenção por parte do governo…
Não sei da minha decisão, mas se eu for candidato a governador tudo o que quero é uma comparação. Tudo o que eu quero na minha vida é uma comparação. No papel cabe tudo, em vídeo de televisão cabe tudo.
Como observa o fato de ter gente no próprio PMDB torcendo para que o senhor opte por não concorrer?
Metade dos meus amigos (não querem). Tenho um círculo de amizade bastante razoável. Metade quer e a outra metade, não.
E isso vai pesar no momento da decisão?
Isso aí pesa. Porque amigo é diferente de correligionário.
O melhor governador da historia política de Pernambuco !
C O M P A R E ! ! !
Jarbas fez por Pernambuco o qu nenhum outro fez.
Volta Já!
Pernambuco precisa de Jarbas para continuar no caminho do desenvolvimento!
VOLTA JÁ!