Vitória da Poesia

Em Tabira, a promessa de Dinca Brandino de quebrar violas comemorando a vitória que teria sobre o  poeta Sebastião Dias virou arma nas mãos dos poetas: para disparar versos, com o mote “Foi assim que o império de Tabira/Se rendeu à viola de Tião”:

 A mudança se fez porque o povo
Não quer mais um poder que dá esmola
Nem aprova quem zomba da viola
Prometendo galinha e dando ovo
Decidiu escolher um rumo novo
Consciente da sua decisão
Pra mostrar que um tostão tem condição
De vencer um milhão, quanto é mentira
Foi assim que o “império de Tabira”
Se rendeu à viola de Tião!
Zé Adalberto

Foi assim que a batalha terminou
A viola servindo de fuzil
A verdade por dentro do cantil
Nem um tiro sequer se disparou
O império do medo terminou
Pra reinar o império da união
E pra vencer o poder da opressão
O poder de Jesus serviu de mira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu à viola de Tião.
Paulo Rabelo.

Eu não chamo de império, pois império
Pode ser governado com ternura
O que houve em Tabira é ditadura
Com algum agravante muito sério
Todos sabem, não é nem um mistério
Que o mandato é de corrupção
Mas o povo que vota tem razão
Ele bota e ele mesmo tira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu à viola de Tião
 Paulo Matricó

Este ano Tabira reviveu
Uma história bonita e coroada,
A campanha mais linda e consagrada
Que do nada surgiu e só cresceu.
Nossa gente inspirada se acendeu
Defendendo os valores do “Tostão”
Contra a fúria satânica do milhão
Que diante de Deus no pó se vira,
Foi assim que o “império de Tabira”
Se rendeu à viola de Tião!
Aderval Soares

Data sete de outubro a grande data,
Que Tabira por fim serrou a grade
Que vivia prendendo a liberdade
Desta terra poética e tão pacata,
Quem curtiu os estalos da chibata
Vai ouvir os dobrados da canção,
Que combate arrogância e opressão,
Prepotência, esnobismo, ódio e mentira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu a viola de Tião.

Quando o sete de outubro amanheceu
As pessoas felizes foram as ruas
Para usarem a maior da armas suas
Contra quem explorou e ofendeu
Foi aí que a viola apareceu
Como arma apontando a solução
Um poeta serviu de munição
A blasfêmia curvou-se a sua mira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu a viola de Tião.
Diomedes Mariano

Nossa terra precisa de grandeza
Mas, grandeza de espírito não de olho
Gordo em seu patrimônio, tal piolho
Que só suga a seiva, a riqueza
E devolve refugo e torpeza
Mãe Tabira, tens nosso coração
E um poeta é sempre um bom irmão
Vem um filho a guiar-te em boa lira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu à viola de Tião
João Alderney Pires
 
Numa luta de forças desiguais
A mais nobre sagrou-se vencedora
Pois lutava contra a força opressora
Que viola os direitos dos mortais
Na viola cantou trabalho e paz
Com a viola cantou nova missão
Toda gente uniu-se na canção
Derrubando todo ódio e toda ira
Foi assim que o império de Tabira
Se rendeu a viola de Tião
Hélio Ferreira Lima

Com informações de Nill Júnior.

10 thoughts on “Vitória da Poesia”

  1. Como não sou poeta: copio e colo…

    Apesar De Você

    (Chico Buarque)
    Amanhã vai ser outro dia
    Hoje você é quem manda
    Falou, tá falado
    Não tem discussão, não
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado e olhando pro chão
    Viu?
    Você que inventou esse Estado
    Inventou de inventar
    Toda escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar o perdão

    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Eu pergunto a você onde vai se esconder
    Da enorme euforia?
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir em cantar?
    Água nova brotando
    E a gente se amando sem parar

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros. Juro!
    Todo esse amor reprimido
    Esse grito contido
    Esse samba no escuro
    Você que inventou a tristeza
    Ora tenha a fineza
    De “desinventar”
    Você vai pagar, e é dobrado
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar
    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Ainda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria
    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença
    E eu vou morrer de rir
    E esse dia há de vir
    Antes do que você pensa
    Apesar de você
    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia
    Como vai se explicar
    Vendo o céu clarear, de repente
    Impunemente?
    Como vai abafar
    Nosso coro a cantar
    Na sua frente
    Apesar de você
    Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Você vai se dar mal, etc e tal
    La, laiá, la laiá, la laiá

  2. Orgulhosamente fiz e faço parte não de uma Nação oprimida,mas de uma Familia que como todas as outras começa pequena e pouco a pouco ganha mais um membro,uma familia unida e com esperanças, a tão hoje invejada FAMILIA 14 .

    Foram muitos os momentos de angustia
    de calunias,mentiras e opressão
    forão tantos os nomes levantados em vão
    que ninguem tinha duvida da justiça
    que de Deus ninguem se perde de vista
    e com agente não seria diferente
    foi assim que a viola e o repente
    renovaram as esperanças de Tabira

  3. Parabéns a Paulo Matricó, Paulo Rabelo, Zé Adalberto, Aderval Soares, Diomedes Mariano, João Alderney e Hélio Lima. Parabéns também ao nosso prefeito (ELEITO) Sebastião dias, poeta, repentista que tem a sensibilidade de chegar até a alma do povo sertanejo.

  4. E viva José Augusto Freitas!!!
    Viva muito mais aos poetas !!! que tanto se inspiraram com o mote “Foi assim que o império de Tabira/ Se rendeu à viola de Tião”…
    Um abraço.

  5. José Augusto, como eu queria ser poeta, não tem jeito vou morrer só querendo.
    A começar pelo refrão, “amanhã vai ser outro dia”, já sentimos esse clima no domingo de 07, a mudança vinha a caminho, lento, calmo, através de cada voto computado nas urnas eletrônicas. “Apesar de você”, se tornou uma forma de desabafo, pelo, medo, tristeza, angústia gerado pela bendita ditadura. A música começa com a demonstração de submissão a alguém. Apesar de você, senhor prefeito, (ESTOU VIVENDO O CLIMA DE TABIRA visse?), tudo vai melhorar, o futuro promete coisas boas, alegria, amor, cultura, poesia. (“hoje O SENHOR é quem manda”) até o dia 31.12.12, há tempo de libertar os pecados cometidos nesta gestão, seja humilde. não queira jamais ser o primeiro, mas no futuro, (“Amanhã há de ser outro dia”), se tudo ocorrer de acordo com as esperanças do povo, ATÉ O SENHOR PREFEITO, pegará um viola e cantará, mesmo em desalinho, um canto da PAZ . A última estrofe é o ponto culminante das ameaças feitas até então: Se continuar com esta forma RUDE, Que trata os outros de maneira áspera, grosseiro, brutal, ignorante, estúpido, PREPOTENTE, passando por cima de tudo e de todos, não tem outro jeito (“Você vai se dar mal”), sempre. Esta reflexão serve também para aqueles que se julgam o tal, sábios e influentes, aqueles que não admitem contradições. Caros políticos do futuro, mude o jeito de fazer política, para bem de uma comunidade, assim a cominidade terá jeito.
    “…Amanhã há de ser outro dia, etc e tal
    La, laiá, la laiá, la laiá,
    OUTRO DIA!”

  6. Há 05 ANOS ESTOU AFASTADO DE TABIRA E IMAGINAVA QUE AS CAMPANHAS POLÍTICAS TINHAM MUDADO, MAS, CONTINUAM AS MESMAS. PARABÉNS SEBASTIÃO POR SUA BELA VITÓRIA, NÃO BAIXOU O NIVEL DA CAMPANHA, MUITO PELO CONTRÁRIO PROCUROU APRESENTSAR PROPOSTAS DE TRABALHO, O OUTRO LADO CONTINUA O MESMO, QURENDO GANHAR NO GRITO. PORÉM A VIOLA FALOU MAIS ALTO, GANHOU DA PREPOTENCIA, ARROGÂNCIA E A IGNORÂNCIA.

  7. PARABÉNS…. A TODOS OS NOBRES POETAS, ABAIXO MAIS UMA SUGESTÃO:

    Tabira estava precisando,
    De um profissional desta qualidade,
    Bom de urnas com intensidade,
    Que tocasse baião com muita cultura,
    Consolando tabira a sua altura,
    Deixando o município preparado,
    Com Genedi trabalhando ao seu lado,
    Alegrando com a inspiração,
    Foi assim que o império de Tabira
    Se rendeu a Viola de Tião.

    Zé Carvalho (Sítio Baixio dos Carvalhos).

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