Barragem da Ingazeira: A obra que começou, mas não terminou

Depois do anúncio do Ministro da Integração sobre o reinício dos trabalhos da barragem, o Blog Tabira Hoje, buscou informações acerca dos problemas que fizeram o Tribunal de Contas da União (TCU) paralisar a obra em 2000. Pois bem, 12 depois parece que a obra iniciará novamente.

Em 16 de outubro de 2002, o Tribunal de Contas da União (TCU) estipulou um prazo de 15 dias para que o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) se defendesse sobre irregularidades no repasse de verbas para a construção da Barragem de Ingazeira, localizada no município de mesmo nome, a 380 quilômetros do Recife. A decisão do TCU determinava o mesmo prazo para que a construtora Ikal devolvesse R$ 89.087,31 que teriam sido pagos irregularmente pelo DNOCS por serviços não realizados ou apresente defesa.

A barragem de Ingazeira começou a ser construída em 1998 e beneficiaria cerca de 30 mil agricultores nas áreas rurais de Tuparetama, Ingazeira, São José do Egito e Tabira, além de possibilitar a irrigação de 800 hectares de lavouras em pleno Sertão. As obras sofreram uma primeira paralisação de janeiro a maio de 1999 por problemas relacionados à construtora; em seguida foi embargada em 2000 pelo TCU, que já investigava irregularidades desde o ano anterior.

Segundo relatório do ministro Valmir Campelo, diversas irregularidades foram verificadas. A começar pelo fato de que a obra – orçada em R$ 8.852.540,00 – foi contratada pelo DNOCS sem que houvesse dotação orçamentária suficiente para o pagamento. Por este problema, está sendo citado o ex-dirigente geral da entidade, Hidelberto Santos Araújo. Além disso, o TCU questiona o pagamento de 646.391,39 à empresa de consultoria CEC Engenharia para monitorar a execução do projeto. O problema é que o valor foi pago quando as obras já estavam paralisadas pela Ikal.

Outra questão é o pagamento irregular à Ikal: a empresa recebeu quase R$ 90 mil pelo serviço de escavação, com uso de explosivos, de 7,5 mil metros cúbicos de solo. No entanto, especialistas da UFPE não encontraram nenhum tipo de material na área da escavação que justificasse a utilização de bombas. A equipe da UFPE também questionou a forma como a barragem estava sendo construída, com um vertedouro sendo escavado na parte lateral esquerda, quando o modo mais econômico e eficiente seria colocá-lo no próprio paredão de concreto da barragem. O TCU pede explicações à CEC, por ter atestado erroneamente que a Ikal tinha seguido os parâmetros técnicos definidos no projeto. Pelos mesmos motivos, estão sendo citados o ex-diretor do DNOCS/Pernambuco, Gaspar Uchôa, e a equipe de fiscalização designada por ele.

READEQUAÇÃO – O então diretor geral-adjunto do DNOCS, André Montenegro, em 2002, disse que o órgão está desde agosto trabalhando na readequação do projeto da barragem, prevendo o vertedouro no corpo do paredão. Além disso, disse que o órgão vai orientar os ex-funcionários citados no parecer do TCU em suas defesas.

14 thoughts on “Barragem da Ingazeira: A obra que começou, mas não terminou”

  1. Enquanto isso, nós que fazemos parte da população do Alto Pajeú, sofremos com o grave problema da seca. Esta é a hora de construir a barragem e açudes que realmente acumulem água, visto que estamos prestes a sofrer com a falta d’água em nossas residências. Isso é consequências dos péssimos governantes que elegemos que são incapazes de olhar para o bem de toda a população. Acorda população, o problema é mais sério do que se imagina.

  2. Cadê a barragem da Cachoeirinha doutor
    que mora na memoria desse povo sofredor
    só tem politico demagogo envolvido
    o inocente sofrido sofre por ser sonhador

    Lá todo mês se faz reunião
    a gente quer ver ação
    e não conversa de doutor
    não deixe o pobre ribeirinho enganado
    que o nosso povo cansado também tem o seu valor

    Lhe dei meu voto mais faça qualquer ação
    pague a indenização traga-nos melhoramentos
    que o nosso povo tão cabes baixo e tristonho
    ver nessa barragem um sonho que não sai do pensamento

    Nos falta água emprego pasto e comida
    sem ter projeto de vida só tem êxodo do sertão
    e no senário da seca se ver a foto
    de uma represa de voto sangrando no coração

    Ingazeira, Tabira, Tuparetama.
    e São José por esse rio banhado
    querem ver perenizado
    o pajeú que a gente ama

  3. Na última oportunidade em que o Governador Eduardo Campos esteve na cidade da Ingazeira,prometeu publicamente ao Prefeito Luciano Torres, que até o final do seu segundo Governo, iniciaria as obras de construção desta barragem.Recentemente assinou toda documentação necessária para o início das mesmas.Parabéns ao Governador Eduardo Campos por honrar,com este,mais um cumprimento de compromissos assumidos em praça pública . Ao Prefeito da Ingazeira Luciano Torres nossa saudação pela Grande Conquista.

  4. Esta barragem tão esperada e até hoje nunca terminada fica situada nas terras dos meus avos então desde criança vejo a esperaça dos moradores daquela area e das cidades que seriam benefíciadas pela barragem,mas nunca vei estes protestanto e apertando seus governantes para apelar para os governadores que ja passaram nos seus mandatos esta na hora de tomar atitudes e correr atras do que entereça e não ficar na certesa de racionamento de água todos os anos,não moro em Tabira e assim hoje vejo que pernambuco so tem governador no agreste,zona da mata e região metropolitana .

  5. OU MARCILIO ,É POR ESTAS COISINHAS PEQUENAS QUE VC NÃO É ACEITO POR GRANDE PARTE DOS TABIRENSES …. QUANTO MAIS FALA MAIS ERRA DE OLHO TABIRA ELE SÓ QUER PROVOCAÇÃO!

  6. pera ai marcilio todo mundo sabe que quem liberou essa barragem foi fernando filho que teve 5000 votos aqui em tabira e teve 400 em ingazeira e quem conseguiu a barragem foi ingazeira vamos ser realista quem tem prestigio com o homem e dinca .

  7. Todos procuram definir metas e solucionar os problemas com obras para armazenar água e suprir as necessidades da população, agricultura e a pecuária. Mas tem sido insuficiente. Além do desmatamento, a seca do Nordeste está ligada à falta de políticas que realmente funcionem em benefício da população. Durante a estiagem, o governo federal socorre os estados atingidos com envio de dinheiro para ser aplicado nessas áreas, cestas básicas para a população, perdão das dívidas de empréstimo. Existem a “indústria da seca”, da qual alguns se beneficiam de forma politiqueira. E a natureza faz esse clima piorar justamente nas épocas de eleições, para que o povo sofrido fiquem a mercê desses camaradas que vivem em busca do sofrimento do povo para alcançar objetivos na política. Coisa do Demônio.

  8. Em outro blog fala que “dinca” foi o propulsor do reinicio das obras da barragem. É rir para nao chorar, kkkkkkkk

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