´´O BAIRRISMO DE CLÉCIO´´

Nill Júnior faz comentário sobre Clécio Ferreira e questão do programa da Prefeitura

Trecho retirado do site:Clique Aqui

“COMENTÁRIO : O BAIRRISMO DE CLÉCIO FERREIRA
Em pleno terceiro milênio nos deparamos com situações que nos remetem à era jurássica. O internauta responsável pelo portal Tabira, Clécio Ferreira tem feito abertamente uma descabida campanha pelo bairrismo apoiada lamentavelmente por alguns outros internautas. A crítica ao Programa da Prefeitura de Tabira, se é gravado ou não, se é bom ou não, se o governo municipal é bom ou não; toda essa discussão é plenamente aceitável e faz parte do processo democrático. Mas daí questionar o fato de o programa não ser apresentado por um tabirense beira o ridículo e remete a uma discussão que sempre condenamos, ao alimentar o clima de bairrismo que foi fomentado por imbecilóides das duas cidades que particularmente amo por muito tempo. Anchieta Santos é carnaibano, mas construiu sua história profissional em Afogados da Ingazeira. Além de Tabira, tem colocado sua experiência à disposição de outras cidades e nunca foi questionado por não ser da cidade cuja prefeitura o contratou. Nasci no Gama-DF e vim aos 8 anos para Afogados. O que eu faria se a vontade de Clécio se reproduzisse em outras cidades ? Só faria programa lá ? O site da Rádio Pajeú e agora o do comunicador Aldo Vidal foram construídos pelo próprio Clécio Ferreira através da sua empresa de construção de sites. O meu site particular foi construído pelo próprio Clécio e atualmente é gerido por um carnaibano, Romildo Mendes, do Sertão Digital. Temos afogadenses no mercado como o que construiu o site de Itamar França, mas na nossa cabeça não existem fronteiras que limitem a procura por esses bons profissionais. Tabira tem bons profissionais de rádio. Posso citar Zé Luiz e Júnior Alves que conheço bem. Os dois já estiveram inclusive em Afogados prestando serviços. José Luiz apresentou vários bingos eletrônicos e outros eventos. Na última campanha, Júnior Alves foi “a voz” de uma das campanhas políticas de Afogados inclusive com nossa indicação. E qual o problema ? São bons, há um espaço, então que ocupem. Trabalhei em Tabira em mais de uma oportunidade, sempre fui bem recebido e só alimentei ainda mais o carinho que tenho pela cidade. Isso apenas reforça minha certeza de que o que Clécio tem alimentado – que programa tabirense tem que ser apresentado por tabirense – fere todos os princípios da racionalidade. Nem falo no aspecto legal, já que esse tipo de incitação tem seu grau de incostitucionalidade, pois ninguém pode ter seu direito de trabalhar em uma cidade questionado pelo fato de não ser natural daquela cidade. Geraldo Freire (Rádio Jornal), a maior audiência AM do Brasil nasceu em Mimoso, município de Pesqueira. Em Mimoso não tem rádio. E aí ? Teria outros milhares de exemplos. Questionar o teor do programa, o governo e suas variações, repito, é natural do processo democrático e é bom que se exercite. O resto, é bairrismo descabido, desnecessário e ridículo.”

Segundo Clécio Ferreira, o mesmo tentou postar sua resposta nos comentários da notícia do site do Nill Júnior, mas se deparou com o sistema de cadastro temporariamente indisponível.

Clécio Ferreira redigiu a seguinte resposta:

“Olá Nill. Pego de surpresa fui com o “O bairrismo de Clécio Ferreira”. Aceito o rótulo bairrista no sentido do repúdio ao forró estilizado e congêneres; ao amor a nossa cultura, e ao apego aos valores da terra, mas, mesmo assim, basta ouvir meu programa na Tabira FM que você constata sons oriundos dos EUA à Etiópia. Fiquei surpreendido porque, pelas suas próprias palavras, venho fazendo “abertamente uma descabida campanha pelo bairrismo” e que a opinião que por mim foi dada, EM PARTE foi “bairrismo descabido, desnecessário e ridículo”. Irei procurar lhe convencer nesse meu comentário aqui descrito que esse bairrismo no qual você se refere não existe. Trata-se de uma má interpretação sobre a real intenção a qual me propus.

Manifestei meu ponto de vista sobre o programa cara-de-pau da prefeitura de Tabira usufruindo meu direito como cidadão e eleitor tabirense. Acredito que isso esteja claro.

Por uma questão de HONRA e RESPEITO para com o nosso povo, a Prefeitura tem o dever de apresentar o programa ao vivo, pois gravado em estúdio como é, é querer fazer o cidadão de palhaço, isso porque, só são apresentadas matérias repetidas e assuntos escolhidos a dedo na pauta do programa. Além do mais, contém censura prévia já que o espaço não é aberto para os ouvintes para evitar que os “abacaxis” apareçam. Acredito que isso esteja claro também.

Vou tentar ser mais claro ainda para poder alcançar os mais remotos níveis de compreensão: meu ponto de vista transcende em muitos graus o fútil fato de ser um tabirense ou não que apresenta o programa. Sempre soube que Anchieta é natural de Carnaíba, a terra de ZéDantas. E não foi Dedé Monteiro, por exemplo, que influenciou o nome a minha banda. E na minha humilde opinião, Anchieta Santos é para mim um baluarte da comunicação de toda a história do Pajeú e confio que o seu trabalho em toda a sua vida tenha sido em cima do correto.

Não deixaria de ser algo injusto se fosse um tabirense que recebesse um salário interessante e apresentasse o programa enlatado, hipócrita e demagogo da prefeitura. Logo, a naturalidade ou local de nascimento do profissional não tem nada a ver com a marmelada do poder público. Descartemos então isso.

Chamei a atenção do assunto e questionei a Prefeitura por que justamente é o MESTRE da comunicação regional que apresenta o programa, além de não apresentar “ao vivo”. E o que estaria por trás disto? Simples: o que está acontecendo em Tabira é um verdadeiro JOGO DE XADREZ. De um lado, os que não querem deixar a mamata dos benefícios próprios, de familiares e do desfrute insalubre do poder, e do outro, o tabirense, o original, de pais, avós e bisavós desta terra, assim como os que adotaram nosso chão, e através do tempo vem aturando essa politiquice chula propostas por Manos, Mouras, Dincas e Josetes e assistiram uma Tabira que não desenvolveu… Uma Tabira que na verdade apenas esticou pros lados como uma arraia.

E esse jogo de Xadrez inclui a intenção de passar falsas informações para nosso povo. O CINE SESI CULTURAL, por exemplo, é um projeto próprio do SESI que está passando em 14 cidades do nosso estado. As prefeituras apenas fornecem o apoio logístico: eletricista, limpeza e espaço para funcionamento. Conversei com a Produtora de Campo, a Srª Will Feijó, e TUDO é financiado pelo SESI, como hospedagem, transporte… até a escolha das cidades é o SESI que determina. Ai você tem que aturar o carro de som anunciando o CINE SESI como uma conquista da Prefeitura e depois vem o slogan “já fez o que ninguém fez”… É muita cara-de-pauzice para com o nosso povo. E PARA DEIXAR CLARO, não estou dizendo que o CINE SESI “é ruim”, “é de outra cidade”… Não, pelo amor de Deus (rs)! Refiro-me a forma sanguessuga em que a prefeitura se aproveita disso. E é desta forma verminosa que a Prefeitura paga um bom salário a Anchieta Santos para poder continuar sua ludibriação no eleitor tabirense e seguir nessa estratégia, afinal, é ano de eleição.

Apesar de termos nomes como Júnior Alves, Erivânia Barros, Simone Pessoa, José Luiz, Claudeir Morais, Anderson Souza, entre outros de qualidades, quero frisar mais uma vez que minha intenção foi muito além de julgar o governo por se trazer um profissional de fora. As verbas públicas são do povo, mas, está na mão deles, e se eles querem gastar mais para passar falsas impressões e/ou não valorizar o produto local, é dever dos cidadãos que não aprovam protestarem e reivindicar providências urgentes, não apenas para o programa meia-boca da prefeitura, mas, para com a nossa cidade! E essa foi e será a minha intenção.

Espero ter sido claro. Um forte abraço!”

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