O vice-governador e secretário de Saúde, João Lyra, conheceu nessa terça-feira (17), juntamente com sua comitiva, mais dois consórcios intermunicipais de saúde no estado do Paraná. Nesta quarta-feira (18), o grupo conhece a experiência de Minas Gerais, outro estado bastante desenvolvido nessa área.
Nesse tipo de convênio, os municípios realizam compras centralizadas de medicamentos e insumos, barateando os custos, pactuam serviços e, caso não possuam aquele atendimento em seu território, transferem recursos para a cidade que está cuidando de seu paciente. Isso evita, por exemplo, a superlotação e o prejuízo para prefeituras que montam uma rede estruturada e terminam arcando com a deficiência dos vizinhos.
No Paraná, João Lyra conheceu o Cisamusep, de Maringá, e o Cismepar, de Londrina. No Cisamusep, 34 cidades formam um consórcio que cobre uma população de 700 mil habitantes. A gestão intermunicipal conta com o apoio de 183 empresas conveniadas e clínicas, oferecendo consultas especializadas para a população, que já sai de sua cidade com a visita ao médico agendada.
Já o Cismepar, com 14 anos de existência, é formado por 22 cidades e cobrem uma população de 900 mil habitantes. Administra, juntamente com o Governo do Paraná, dois hospitais, cada um com 130 leitos de internamento. Por dia, mais de 900 consultas são oferecidas. “Volto muito satisfeito dessa viagem ao Paraná, estado hoje com 80% de seus municípios consorciados. Vou discutir com os prefeitos de Pernambuco porque podemos aderir aos consórcios em todas as regiões do nosso Estado. Isso reduz os cursos e facilita o acesso da população aos atendimentos”, avaliou Lyra.
De acordo com o presidente da Amupe, o prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, o Paraná é um exemplo a ser seguido em todo o Brasil. “Levarei essas experiências para o Sertão do Pajeú, onde há 17 municípios com possibilidade de formação de consórcio”, disse.
Fonte: pernambuco.gov.br