COMO ERAM ELOÁ E LINDEMBERGUE

São Paulo – A jovem Eloá Cristina Pimentel e uma de suas melhores amigas, Nayara Rodrigues Vieira, ambas de 15 anos, saíram feridas ao final do seqüestro de mais de quatro dias a que foi submetida pelo ex-namorado Lindembergue Alves. Nayara chegou a ser libertada depois de 33 horas, mas voltou ao apartamento. Dois colegas de classe delas estavam no apartamento no início do seqüestro, mas foram libertados algumas horas depois. As amigas tinham páginas no site de relacionamentos Orkut, que foram bloqueadas, com exceção da foto ao lado.

Cabelos negros e compridos, olhos escuros puxados e um sorriso largo. Eloá Cristina Pimentel é considerada a menina mais bonita da Escola Estadual José Carlos Antunes, onde cursa a 1ª série do ensino médio em Santo André, a mesma dos outros três colegas que, junto com ela, foram mantidos reféns pelo ex-namorado da adolescente, todos de 15 anos: Nayara Rodrigues Vieira, seu namorado Iago Vilera, e Vitor Lopes.

A timidez dos 15 anos não combina com Eloá. Ela é uma menina falante eque adora música eletrônica. Filha de um segurança e de uma merendeira, nasceu em Maceió, Alagoas. A família vive em Santo André há 13 anos. O casal tem outros dois filhos. Foi nos arredores do conjunto habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) onde vive sua família que conheceu Lindembergue Fernandes Alves, também morador do conjunto.

Segundo amigos, após Alves terminar o namoro pela última vez – em 2 anos e 7 meses de relacionamento, terminou “mais de dez vezes” -, no início de agosto, Eloá decidiu que era definitivo. Passou a sair mais com o grupo de amigos da escola e a ignorar as chamadas do ex-namorado. “Isso foi o que mais doeu nele. Ela chorava na aula e dizia que não sabia o que ele podia fazer”, diz uma colega. Ao longo do último mês e meio, o ex-namorado ligou todos os dias para ela. Dizia que precisavam conversar. Insistia. Chegou a ligar 15 vezes numa só tarde. “Ele gosta tanto dela que se desequilibrou”, diz V., uma das melhores amigas de Eloá.

Lindembergue Alves,22 anos, 1,75 metro e cerca de 70 quilos, tinha o apelido de “Liso”, no conjunto da CDHU, onde mora com a família, no Bloco 80 do mesmo conjunto da família de Eloá, que mora no 24. Descrito por vizinhos como “normal” e “trabalhador”.

Caçula de quatro filhos – todos de pais diferentes -, Alves nasceu em Patos, na Paraíba e veio para São Paulo aos 2 anos. Completou o ensino fundamental e estudou até a 3.ª série do médio na Escola Estadual José Carlos Antunes – a mesma de Eloá -, até abandonar o estudo para trabalhar em tempo integral.
Fonte: Diário de Pernambuco

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