Banco do Nordeste também decide encerrar paralisação em Pernambuco

banco-do-nordesteFuncionários do Banco do Nordeste decidiram encerrar a greve em Pernambuco após assembleia realizada na noite desta quarta-feira (28). As atividades bancárias devem voltar ao normal já na manhã desta quinta (29). O Banco do Nordeste era o único que ainda mantinha movimento, que começou em 6 de outubro – os bancos privados, além do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, já haviam encerrado a paralisação na segunda (26) e na terça, respectivamente.

Apesar de aceitarem o reajuste salarial de 10% oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenabam), os funcionários do Banco do Nordeste continuaram de braços cruzados por mais tempo devido a questões específicas como contratações, fundo de pensão, plano de saúde e outras reivindicações.

De acordo com o sindicato, a pauta não foi atendida; mas o entendimento da categoria é que a negociação não avançaria mais neste momento, e que essas questões devem ser negociadas no futuro. A reunião foi realizada na sede do sindicato, localizado no bairro da Boa Vista, área central do Recife.

Durante a paralisação, quase 90% das agências tiveram o atendimento comprometido em Pernambuco. Clientes chegaram a reclamar da falta de dinheiro nos caixas eletrônicos.

Reajuste salarial de 10%
A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenabam) ofereceu reajuste salarial de 10%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os bancos aceitaram também abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas. Assim, após a volta ao trabalho, os bancários irão compensar, no máximo, uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro.

Inicialmente, os bancos ofereceram um reajuste de 5,5%, enquanto os bancários reivindicavam uma correção de 16% nos salários. Em 12 meses, até setembro, a inflação acumulada chegou a 9,77%, segundo o IPCA-15, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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