
O prefeito disse que as falhas da prefeitura podem ser corrigidas, mas com a carne que o Abatedouro de Afogados entrega não. (Foto: Blog Tabira Hoje)
“Com a coloração que a carne chegou a Tabira não poderia ser comercializada”, a afirmação foi feita nesta terça-feira (13) pelo Prefeito Sebastião Dias falando a Rádio Cidade FM. O gestor disse que recebeu na segunda-feira (12) o oficio 009/2015 do Ministério Público assinado pelo Dr. Lúcio Luiz de Almeida, dizendo. “Solicito de V. Exa, que adote as providencias necessárias no sentido de garantir que o abate dos animais de Tabira seja realizado no Abatedouro de Afogados da Ingazeira, sob pena de responsabilização”.
Ao mesmo tempo os marchantes resistiram em não levar o gado para Afogados. O gestor seguiu falando que diante do impasse, convidou Dr. Lúcio para uma reunião as 19h30 da noite da última segunda-feira. Com os marchantes reunidos, a vice-prefeita Genedy Brito disse que o Dr. Lúcio estaria chegando ao final da tarde para a reunião. O que segundo o prefeito atrapalhou tudo, pois às 18hs, sem o promotor chegar, o protesto se deu com o fechamento da PE 320, na altura do Riacho do Gado.
Sebastião Dias declarou que não sabia das queixas contra o transporte da carne, quando o motorista teria se negado a esperar 40 minutos pelas vísceras na 2ª viagem; de que o suporte do carro da carne teria quebrado e de que a carne foi transportada no piso. O prefeito ainda disse que não tinha conhecimento da responsabilidade da Prefeitura de enviar trabalhadores para fazer o carregamento.
Dias disse que as falhas da prefeitura podem ser corrigidas, e ao mesmo tempo entrou em contradição ao dizer que com a carne que o Abatedouro de Afogados entrega, não aceita continuar.
Hoje, quarta-feira (14), vai acontecer uma reunião em Tabira envolvendo Prefeitura, Marchantes, MP e os representantes do abatedouro para definir se o abate segue em Tabira ou volta para Afogados.
Anchieta Santos