Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram notificados 16.390 casos de dengue em 176 municípios de Pernambuco até o início deste mês. Desse total, 5.825 foram confirmados. Recife, Salgueiro, Petrolina e Jaboatão dos Guararapes foram os quatro municípios que tiveram maior número de notificações.
No Pajeú a cidade com maior incidência de casos de dengue é São José do Egito. Outros municípios em igual situação em Pernambuco são Passira, Itacuruba, Cabo de Santo Agostinho, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Lagoa do Ouro, Jataúba, e Condado.
A SES de Pernambuco divulgou ainda na manhã desta quarta-feira (19), um plano de combate à febre chikungunya e à dengue. Para o combate dos dois vírus, que são transmitidos pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, a SES pretende capacitar cinco mil profissionais de saúde para atuar nos postos do estado – 666 deles já concluíram o processo de capacitação. Atualmente, há quatro casos suspeitos de chikungunya sendo investigados em Petrolina e na Região Metropolitana do Recife
Segundo o levantamento da Secretaria, 26 municípios do estado estão em situação de risco de surto dos dois vírus. Há ainda situação de alerta em 97 cidades; outras 54 estão em situação considerada satisfatória. “O que muda é que agora, para o plano de contingência, a gente tem duas doenças que podem ser transmitidas pelo mesmo mosquito. O modo de diminuir a proliferação é o mesmo para as duas, mas a maneira com que o paciente é tratado será diferente”, aponta a diretora-geral de Vigilância Epidemiológica, Roselene Hans.
Pernambuco ainda não registrou nenhum caso de transmissão da chikungunya dentro do seu território, mas dois pacientes chegaram ao estado com o vírus. Um deles é recifense, foi infectado na República Dominicana e está sendo tratado no Ceará. O outro caso foi de uma moradora de Petrolina, infectada na Bahia pelos dois vírus, da dengue e da chikungunya. “Em torno de 20% dos casos já detectados fora do país, o paciente contrai os dois vírus, ficando com dengue e chikungunya”, alerta Roselene Hans.
Só lembrando que CASO NOTIFICADO não é CASO CONFIRMADO. A notificação deve ser realizada no momento em que o profissional de saúde atende um paciente que apresenta sintomas da referida patologia (no caso da dengue). Assim, TODO paciente que chega em qualquer estabelecimento de saúde apresentando tais sintomas deve ser notificado. Só com a notificação realizada é que a sorologia pode ser realizada no serviço público e não passará despercebida pela equipe de saúde e em pela Vigilância Epidemiológica. E, então, é que teremos conhecimento de quantos casos confirmados a partir desses exames e quais as áreas do município com maior incidência da doença. a partir das notificações é que a Vigilância em Saúde poderá traçar um planejamento para controlar a doença.
O município que não faz uma Vigilância adequada: não se preocupa em preparar os profissionais para fazer as notificações de TODOS os pacientes que apresentam sintomas de dengue estará na verdade procedendo com subnotificação e poderá ser pego de surpresa com surtos.
Em anos anteriores tivemos municípios que teimavam em dizer que não tinham dengue. Não apresentavam nenhuma notificação. E os hospitais lotados de febre, dor no corpo, exantema, …
Vigiar é preciso, pois a dengue tem características sazonais, ou seja, que se concentra sempre em um mesmo período todos os anos. No Brasil, esse período coincide com o verão, devido ao aumento da temperatura e a maior ocorrência de chuvas, quando o mosquito encontra as condições ideais de reprodução, mas apesar disso o Brasil tem condições climáticas para o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue o ano inteiro.