Regular é censurar

O PT quer calar a Imprensa brasileira, amordaçar jornalistas que incomodam o Governo descobrindo e investigando a podridão da era petista, que começou por Lula e se estende com Dilma. Sucessora, aliás, que iniciou uma suposta faxina com a demissão de ministros corruptos, mas não deu continuidade, frustrando o povo, que tanto confiou na sua vassoura da ética e da moralidade.

Em seu congresso nacional, no último fim de semana, o PT aprovou resolução propondo a regulamentação da mídia. Regular para o PT, em outras palavras, é tentar calar a Imprensa, censurar no mais elevado grau que se possa imaginar. Lá atrás, o ex-ministro Francklin Martins já tentou, desesperadamente, e na maior cara de pau, negociar com o Congresso um projeto semelhante para barrar o avanço do jornalismo investigativo no País.

Mas foi vencido pela reação enérgica da sociedade. O que o PT teme da Imprensa livre e soberana, é, na verdade, que continue chegando ao conhecimento do grande público o que se passa nos subterrâneos do Governo, através de jornalistas comprometidos com a verdade.

O PT e o Governo não gostam da Veja, por exemplo, porque é uma revista que cumpre exatamente o princípio básico a que se referia Rui Barbosa, de que a Imprensa tem que ser “os olhos da Nação”. Ao pregar censura aos meios de comunicação, o PT se mostra incomodado. Pelo que prega e defende, a sujeira do Governo deve continuar sendo varrida, mas para debaixo do tapete.

Blog do Magno

16 thoughts on “Regular é censurar”

  1. Parabéns, Zé Ivan…

    É muito importante informar os tabirenses sobre o que está acontecendo no plano nacional. É indignante a atitude do PT, que sempre quis mutilar a democracia e agora mais que nunca, pois pretende se perpetuar no poder, montando uma espécie de ditadura “democrática”.

    Aos que desejam se informar mais a respeito, sugiro o blog desse grande defensor da democracia e da liberdade de imprensa, chamado Reinaldo Azevedo, da Revista Veja… http://www.reinaldoazevedo.com.br. Sei que a Veja causa calafrios em muito nêgo, mas não sem motivos: ela já derrubou 3 ministros e uma penca de corruptos só no mandato da presidente Dilma.

    Como revela o editorial do Estadão, de São Paulo: “O PT tem duas alas: a ideológica e minoritária, que é contra a liberdade de imprensa, e a oportunista e majoritária, que também é!”.

    Fico feliz em ver fatos de âmbito nacional aparecerem por aqui. Talvez até um Espalhafatos Nacional, que tal? Ou se denuncia vivamente as safadezas do PT e sua máquina criminosa de burlar a democracia ou nosso povo vai viver eternamente pensando que o PT se resume àquele demagogo barbudo…

    Abraço!

    • Caro Felipe. Editorial não revela. Opina. E a opinião do Estadão, como a de Reinaldo Azevedo, já foi confessada pelos próprios como favorável ao tucanato. Portanto, capenga. Não acha?

      • Olá Sidnei. Mais do que opiniar, um editorial revela (e deve sempre revelar) princípios.

        Se se defende os princípios basilares da democracia, sempre protegendo as instituições dos autoritarismos e patrimonialismos, do uso indiscriminado do Estado para interesses partidários e pessoais, então uma posição deve ser tomada, Sidnei.

        Não é questão de ser tucano ou não. Eu ataco a petêzada, por exemplo, mas não sou nem nunca serei tucano. É questão de defender os princípios em que acredito, e as práticas petistas atacam frontalmente esses princípios na medula, na veia mesmo.

        Mas para findar sua desconfiança, sugeriria a você ler os artigos de Reinaldo Azevedo durante o governo FHC. Era metralhadora do mesmo jeito, e por isso simpatizo com ele. Se acredito que o está se fazendo vai de encontro ao que entender ser o certo, critico. Se for o contrário, aplaudo.

        Abraço!

        • Caro. Editorial é a opinião do jornal. Se revela princípios, revela os princípios do dono do jornal. Os princípios que respondem aos interesses políticos e econômicos do dono do jornal. E não entendo que é errado. Principalmente quando, como no caso de Estadão, explicita o lado que está. Já o Reinaldo Azevedo, o pitbull dos interesses da Abril, tende a usar seus caninos em defesa dos seus patrões. Confira. Abração.

          • Sei. Suposiçãozinha manjada essa.

            Quando tinha 11 anos e idolatrava Zé Maria, do PSTU, esse já era um dos “mantras” esquerdistas que eu repetia com gosto. Mais tarde descobri que sempre foi um mantra esquerdista, e conforme passa o tempo, descubro que sempre será um mantra esquerdista, e até que funciona bem.

            Se eles defendem um ponto de vista diferente do meu, então, obviamente, são todos comprados, não é mesmo? Afinal, por que cargas d´água eles pensariam diferente se não fosse isso? hehehe.

            Abraço.

  2. tem que proibe mesmo a imprensa de falar do PT porque as próprias emissoras de televisão na epoca da eleição rasgavam elogios a favor de dilma e de seus minitros palocci,o do transporte,agricultura,esporte, o povo que votou nela é o maior culpado pelo brasil viver com a maior infração nesses ultimos seis anos a taxa de juros é a maior do mundo 12% ao mês e dilma ainda vem dizer que vai acabar com a miseria no pais como se o salrio minimo é de 545,00 e o bolça familia tem pessoas que reebe de 80 até 130 reais e se não bastasse a nossa presidente lançou o seu novo projeto: brasil sem miséria para cada miseravel desse pais nossa presidente vai pagar ´32,00 reais para sair da miséria começando pela cidade de arapiraca que é do nordeste até porque em brasilia não existi miseravel…E por essas coisas que tem que proibe sim a imprensa desse pais de falar a verdade porque foi nòis mesmo que aceitou que fosse assim. obrigado . valdir gomes

  3. Magno faz parte da elite da politica pernambucana e é tendencioso em seus comentários e a VEJA é e sempre foi tendenciosa ao governo burguês dos tucanos.

  4. Sobre um marco regulatório para a mídia, os principais países democráticos do mundo, principalmente os da Europa, têm. Todas as outras principais atividades no Brasil, também têm. Não significa tolher a liberdade de imprensa. Significa protejer o indefeso cidadão da manipulação no bem público que é a comunicação. O resto é conversa fiada dos donos da imprensa (uma meia dúzia) que querem dizer ou deixar de dizer o que bem lhes interessa, dos pontos de vista econômico e ideológico. É o que entendo.

    • Olá Sidnei. Boa colocação a sua, mas acredito que incorreta.

      Regulação da mídia existe em todo o mundo, e nisso você está certo, mas ela ocorre nas áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. E não é isso que a petêzada deseja.

      Se você leu o que está nas conclusões do 4º Congresso do PT, da semana passada, o que está ali é a disposição evidente de censurar “conteúdos”. A questão do conteúdo das informações diz respeito a liberdade de imprensa, de opinião e do direito à informação, e nada tem a ver com marco regulatório.

      O que o PT deseja é um monte de blogs como o de Paulo Henrique Amorim (ConversAfiada) e revistas como a CartaCapital, pagas a soldo com dinheiro público para falar, claro, bem de quem lhes paga.

      Como a gente já percebeu pelas práticas mensaleiras-petistas, essa censura seria dirigida a poucos: aos que não se ajoelham diante do Partido, entoando aquela velha cantilena: “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”.

      Abraço, Sidnei!

      • A)
        2. Jorn. Artigo que exprime a opinião do próprio jornal, revista etc.
        3. Rád. Telv. Texto lido em programa jornalístico televisivo ou radiofônico que expressa a opinião da própria emissora acerca de algum tema.
        (Dicionário Caldas Aulete)
        B)
        2 Rubrica: jornalismo.
        artigo em que se discute uma questão, apresentando o ponto de vista do jornal, da empresa jornalística ou do redator-chefe; artigo de fundo
        2.1 Rubrica: radiofonia, telecomunicações.
        expressão de opinião que, à semelhança de um artigo de fundo, reflete o posicionamento da emissora ou do responsável pelo programa em relação a determinado assunto
        (Dicionário Houaiss)
        C) No Aurélio, como no Google, é a mesma coisa.
        Ô home teimoso! Eu também sou. Abração!

        • No texto acima, diversos conceitos para a palavra editorial. No Houaiss, no Aulete, no Aurélio, no Google. Como em qualquer parte do mundo. Editorial é sempre opinião. A opinião do Estadão, como do Reinaldo Azevedo, está muito distante da minha. Em suma, não temos acordo. Tem gente que gosta. Que posso fazer?

          • Ora, opinião revela princípios, blábláblá. Mas, findemos, né? hehehe

            Como diz meu nobre Reinaldo Azevedo, a única coisa que quero que concordem comigo é no nosso recíproco direito de discordar, sendo assim, tudo termina de forma honesta.

            Abraço!

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