SERTÃO DO PAJEÚ // População do município está mobilizada para localizar jovem e panfletos foram distribuidos até nas cidades vizinhas..
O desaparecimento de uma estudante com 22 anos está mobilizando a população de Tabira, a 405 quilômetros do Recife, no Sertão do estado. Andréia Caetano Alves foi vista pela última vez no dia 2 de outubro, após um comício na cidade, com 24 mil habitantes. A família e os amigos de Andréia, que é empregada doméstica, prepararam panfletos e acionaram os meios de comunicação das cidades vizinhas na tentativa de localizar a jovem. A polícia está investigando principalmente a possibilidade de crime passional, mas ainda não tem pistas da estudante. Hoje à tarde duas testemunhas do caso serão ouvidas.
Andréia estuda na Escola Estadual Pedro Pires Ferreira, onde cursa a 5ª e 6ª séries no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), à noite. Preocupados com o mistério, um grupo de professores se juntou para confeccionar panfletos e distribuir nas cidades da vizinhança. Eles também pedem mais agilidade da polícia na apuração do caso.”Ela é uma garota muito tranqüila e não transpareceu nenhuma aflição nos últimos dias.É muito na dela, morou na zona rural por um longo tempo e só agora veio viver na cidade”, explicou a professora de português Rosa Pires.
Testemunhas – Maria Aparecida Caetano Alves, 18, irmã de Andréia, contou que a estudante largou do trabalho, na tarde do último dia 2, e seguiu para a casa de uma amiga. “Ela tirou um documento de CPF com a amiga e depois foi para o comício. Lá encontrou uma outra colega, que chamou minha irmã para conversar na casa dela”, lembrou Aparecida. Ela contou que a estudante teria desaparecido na volta da casa da colega. As duas amigas já foram ouvidas pela polícia como testemunhas do caso e, segundo o delegado, entraram em contradição nos depoimentos.
“Vou fazer a ouvida das duas testemunhas novamente amanhã à tarde (hoje) porque percebi informações diferentes do horário do desaparecimento da vítima. Recebi a informação de que Andréia mantinha um relacionamento homossexual”, resumiu o delegado de Tabira, Ubiratan Rocha. Ele disse que já tem um suspeito, mas ainda não pode fornecer nomes para não prejudicar as investigações.
Rocha disse, ainda, que desde o desaparecimento da estudante não foi encontrado qualquer corpo na cidade. “Apenas soubemos de uma cova aberta no cemitério municipal, mas o coveiro nem sequer sabia para quem era. Também acredito que alguém que tivesse praticado um crime não iria sepultar no cemitério”, supôs.
O pai da vítima é um agricultor e a mãe, uma dona-de-casa. “Minha mãe só faz chorar e meu pai está desesperado. Já ligaram para a gente dizendo que tinham encontrado um corpo, mas a informação era falsa”, acrescentou Maria Aparecida.
Qualquer informação sobre Andréia pode ser repassada para Maria Aparecida através do telefone 87 9601.8838.

Andréia Caetano Alves foi vista pela última vez no dia 2 de outubro, após um comício na cidade e família não tem idéia do que pode ter acontecido. Foto: Orkut
Fonte: Site Pernambuco.com