Troca de acusações marca retorno dos deputados na Assembleia: de quem é a culpa?

Primeira sessão do semestre, na Alepe, foi acirrada pela troca de acusações entre oposição e governo. O tema, entretanto, foi repetitivo: a responsabilidade pelas obras paradas e a falta de recursos João Bita/Alepe

08 Primeira sessão do semestre, na Alepe, foi acirrada pela troca de acusações entre oposição e governo. O tema, entretanto, foi repetitivo: a responsabilidade pelas obras paradas e a falta de recursos
João Bita/Alepe

Jornal do Commercio

Deputados estaduais retornaram à Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (03), depois do recesso de julho, com ânimos acirrados, marcando a primeira sessão plenária pela repetição de um debate que foi reeditado sucessivamente no primeiro semestre: de quem é a culpa pelas obras paralisadas em Pernambuco? .

A oposição – PTB, PSOL, PT – voltou a atribuir à gestão do governador Paulo Câmara (PSB) as dificuldades na infraestrutura, saúde, educação e segurança pública, com o aumento dos crimes de morte. O líder da oposição, Sílvio Costa Filho (PTB) ironizou a agenda de inaugurações do governo. “Inaugurar praça não é papel de governador. Em sete meses, qual a grande obra?”, questionou Sílvio.

Em revide, o PSB responsabilizou o governo da presidente Dilma (PT) pelas dificuldade financeiras do Estados, que seriam uma consequência da crise econômica do País. “Pernambuco arca com erros do governo federal”, rebateu o líder do governo, o socialista Waldemar Borges. “O foco do problema é o atual e anacrônico pacto federativo. O País precisa de um novo pacto”, completou.

Oposição estadual e oposição ao governo federal, Edilson Silva (PSOL) fez ataque às prioridades do governo Paulo Câmara(PSB), denunciando o gasto R$ 35 mil na compra de gelo para o Palácio, licitação publicada no Diário Oficial. “Isso é simbólico. Faz contingenciamento de recursos para tudo, mas gasta com gelo para o Palácio”, criticou o psolista.

Única deputada independente na Alepe, a deputada Priscila Krause (Dem) protestou  contra o repetitivo debate, na Casa, sobre responsabilidades por obras paradas e dificuldades de recursos. “Estamos discutindo quem é o pior: o governo federal ou o estadual?”, ironizou.

O presidente da Alepe, Guilherme Uchoa (PDT), fez a abertura do semestre com um discurso otimista, ressaltando o papel da Alepe para uma agenda positiva em Pernambuco e a contribuição dada pelo Legislativo ao crescimento do Estado nos últimos anos. Uchoa fez, ainda, uma saudação ao ex-governador falecido, Eduardo Canpos (PSB), que completa um ano da morte no próximo dia 13, destacanto o seu papel político e de gestor do Estado para a atração de grandes investimentos.

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