Reprovação de Dilma chega a 71% e supera Collor às vésperas do impeachment

Corte de ministérios marca a nova posição de Dilma, que criticava proposta defendida por Aécio na campanha de 2014

Diário de Pernambuco

A taxa de reprovação da presidente Dilma Rousseff cresceu e atingiu o recorde de 71% dos entrevistados, segundo revela pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. O índice suspera inclusive a pior taxa registrada pelo ex-presidente Fernando Collor às vésperas de sofrer processo de impechment no Congresso Nacional.

O levantamento dvulgado hoje foi feito entre os dias 4 e 5 de agosto com 3.358 entrevistados em 201 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados avaliaram o governo Dilma como ruim ou péssimo.

O grupo dos que consideram o desempenho da petista ótimo ou bom variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos entrevistados mantinham essa opinião. Agora somam 8%.

Impeachment

O quadro também piorou para a petista no que se refere a um eventual pedido de impeachment. Perguntados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. Na pesquisa anterior, em abril, eram 63%.

Os números registrados pelo Datafolha na sondagem desta semana são os piores desde que o instituto começou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1999, no governo Collor.

O atual senador pelo PTB-AL era até agora o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação na véspera de seu impeachment, em setembro de 1992.

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