Policiais civis de Pernambuco voltam a cruzar os braços

pc_peJornal do Commercio

Os policiais civis de Pernambuco realizam nova paralisação dos serviços nesta quarta-feira (8) para cobrar melhores condições de trabalho. Com a suspensão dos serviços, que começa à meia-noite da terça-feira (7) até à meia-noite da quarta-feira (8), apenas os atendimentos de flagrantes estarão em funcionamento. A decisão foi tomada diante da falta de entendimento com o Governo do Estado sobre as reivindicações da categoria. Um ato está marcado para acontecer no Instituto de Medicina Legal, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civil de Pernambuco (Sinpol-PE), entre os pontos apresentados na pauta de reivindicações está a modificação no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Eles pedem que o PCCV promova aumentos salariais por tempo, qualificação e faixa etária. Além disso, os policiais civis pedem que os Peritos Papiloscopistas integrem o Quadro Técnico Policial e que o Governo do Estado realize a reposição inflacionária para o ano base de 2015.

“O [Instituto de Medicina Legal] IML, o Instituto de Criminalística e o Instituto de Identificação Tavares Buril também vão parar, bem como as delegacias, atuando apenas nos flagrantes”, explica Áureo Cisneiros, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE). Outros serviços prestados pela Polícia Civil, como a emissão de documentos, registros de Boletins de Ocorrência (BO) e até mesmo a liberação de corpos no IML, também será afetado.

CONTINUIDADE – A Polícia Civil de Pernambuco vem realizando uma série de paralisações pedindo sempre as mesmas reivindicações. Em junho, a categoria cruzou os braços nos dias 10, 11 e 18.

PLANTÃO – Mobilização de delegados gerou acúmulo de ocorrências no último final de semana. A delegacia de plantão de Caruaru recebeu, além dos procedimentos da cidade, ocorrências e outros 40 municípios do interior. Segundo o presidente da associação de delegados de Pernambuco, Francisco Rodrigues, a categoria do interior cansou de trabalhar sem receber remuneração do plantão extra e sem ser valorizada por parte do Governo do Estado. “Essa mobilização não é uma greve. Apenas os delegados que vem há muitos anos trabalhando de graça, resolveram não mais fazê-lo. Há oito anos colaborando com o Programa Pacto Pela Vida e a valorização que nós esperávamos até hoje não veio”, conta. Ato causou o acúmulo.

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