MISSA DO POETA

Escutar cantador e cantoria
Seus destinos marcados nas estradas
Suas vozes rasgando as madrugadas
Seus cantares de sonhos e de magia
As violas fazendo alegoria
Eles seguem dizendo o seu saber
Ensinando o seu povo a não perder
O sentido marcado nessas trilhas
De mourões, de galope, de sextilhas
São as coisas que eu gosto de fazer.

Poesia de José Paulo Cavalcanti Filho.

A missa do poeta de Tabira para lembrar o poeta Zé Marcolino nos últimos dia 19 e 20 de setembro último teve, principalmente, demonstração de amor pela poesia, e poesia da boa: criativa, primitiva, popular, livre, leve e solta.

As mesas de glosas, onde os poetas se comportavam como na santa ceia e Dedé Monteiro era nosso “Cristo” da poesia. As conversas nos bares, nas praças e nas ruas sobre poesia e para finalizar, uma cantoria ao lado da igreja encerra esse quadro pintado no sertão do Pajeú.

De fora da festa só ficou o poder público, principalmente o municipal. Por pensar que, imagino, sobrará recurso para melhorar a assistência a saúde e educação dos tabirenses. Não me venha, depois  com “calcinhas prestas da vida” justificando que o povo gosta e por isso o poder público tem recursos.

João Veiga

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  1. Mais uma vez, quando vejo alguma referência à Missa do Poeta me alegro (e muito!) pela sinceridade. Principalmente vindo de pessoas que amam a cultura popular. Mas muito me entristesse saber que o apoio ZERO do govermno municipal é somente para a cultura, que há pouco demonstrou ser resistente… Só da Missa do Poeta são 22 Edições. Quem a realiza tem mais de 15 anos. Qual o reconhecimento disso por parte do govenro municipal?
    Já ouvi falar em programas de rádio que os poetas terão todo o apoio necessário. O que não aconteceu! Aconteceu sim, a conquista de uma verba de somente R$ 200.000,00 (duzentos mil reais)para a realização do São Pedro 2010, informação essa nos repassada com direito a fogos de artifícios e tudo o mais pelo gestor do município, em programa de rádio. Que bom pela conquista!!! Fico imensamente feliz quando se consegue alguma coisa para Tabira. Só esperamos não ser a velha história do “beber, cair e levantar”. Há coisas muito melhores para ouvir, ver e divulgar a nossa população carente de apoio à cultura e carente de obras!

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