Janot é sabatinado por CCJ do Senado com parlamentares na mira da Lava-Jato

Rodrigo_JanotDiário de Pernambuco

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enfrenta na manhã desta quarta-feira a sabatina dos senadores que compõem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na tentativa de permanecer à frente da chefia do Ministério Público Federal (MPF) por mais dois anos.

Dos 27 titulares da comissão, oito são investigados por Janot, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta participação no esquema apurado pela Operação Lava-Jato. Dois dos suplentes também estão na mira da investigação.

Depois de passar pela CCJ, o procurador-geral da República precisa ser aprovado pelo plenário do Senado. No total, a casa possui 13 senadores investigados, incluindo o presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL).

A despeito das investigações, Janot deve encontrar hoje um clima favorável à sua aprovação na sabatina. Como mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o PMDB “fechou acordo” com o governo para aprovar Janot no Senado.

A expectativa é que o senador Fernando Collor (PTB-AL) – denunciado por Janot na Lava Jato e que já xingou o procurador publicamente – seja uma voz “solitária” nas críticas. Embora Collor não seja titular da CCJ, há a possibilidade de o senador participar da votação na comissão. Isso ocorrerá se um dos três senadores que compõem o bloco do qual Collor faz parte – Eduardo Amorim (PSC-SE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) – se ausentar da sessão.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prometeu “celeridade” ao processo de recondução de Janot, mas parlamentares acreditam que pode não haver tempo suficiente para levar ao plenário ainda hoje a votação sobre a permanência do procurador-geral. A sabatina do ministro do STF, Luiz Edson Fachin, última que atraiu atenção pública e interesse dos senadores, durou quase 11 horas.

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