JÁ PASSAM DE 50 OS MORTOS EM PERNAMBUCO E ALAGOAS

chuvas-pernambucoCaracterizada pela irregularidade de chuvas, a região Nordeste sofre com mais uma conseqüência do aquecimento global. Em Alagoas e Pernambuco se viu uma tragédia considerada rara pelos especialistas, o excesso de chuvas provocou o rompimento da Barragem de Bom Conselho na divisa entre os dois estados, o rio Mundaú transbordou e causou o desastre.

A cheia do Rio Mundaú em Alagoas deixou cidades como Branquinha, União dos Palmares, Santana do Mundaú e Murici destruídas. Chegou a 37 o número de mortes causadas pela chuva em Alagoas segundo a Defesa Civil do estado nesta terça-feira (29), as três novas vítimas confirmadas são do município de União dos Palmares (AL). O estado tem 69 desaparecidos. Mais de 181 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Ao todo, 15 cidades decretaram estado de calamidade pública, quatro estão em situação de emergência e outras 28 cidades registraram prejuízos causados pelas enxurradas.

Em Pernambuco, estado que também foi bastante afetado pelas chuvas no Nordeste, foram 20 óbitos confirmados até esta terça-feira. A cidade de Água Preta foi uma das mais atingidas pela enchente no estado, chegou a ficar submersa. A maioria das casas desabou e cerca de 300 famílias ficaram sem ter onde morar.

Em Cabedelo na Paraíba, banhistas foram surpreendidos com a chegada de objetos trazidos pelo mar das enchentes em Pernambuco. Artigos pessoais, alimentos, móveis, cadeiras escolares e até computadores apareceram na praia paraibana de Ponta de Campina. Em algumas cidades os comerciantes estão cobrando 15 reais por um galão de água de 20 litros e 5 reais por um maço de velas.

No dois estados, 157 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas e 95 municípios relataram danos.

Mas é preciso uma investigação sobre o que de fato provocou o desastre, teria sido apenas uma catástrofe ambiental? A Barragem de Bom Conselho foi construída em 1950 e é de propriedade da União, mas segundo a população não recebia manutenção há anos.

Com as fortes chuvas, 40 metros da parede da Barragem de Bom Conselho romperam-se. A água escorreu pelo Rio Paraíba, ganhou força em mais dez afluentes ao longo do curso e chegou aos municípios alagoanos.

Visitas aos lugares da destruição não alteram a realidade, várias das cidades, como União dos Palmares já haviam sofrido com outras enchentes e nada foi feito, não sejamos tolos esperando que os governantes apareçam uma vez a cada quatro anos para pedir nosso voto. Moramos em um país que caminha para ser a 5ª maior economia do mundo, privilegiado pelo seu clima, não podemos comparar nossa tragédia à do Haiti, pois a nossa trata-se mais de uma questão de planejamento urbano e investimentos em infra-estrutura, principalmente os municípios nordestinos, vítimas da corrupção e do “coronelismo” dos nossos políticos, enquanto o Haiti sofreu com grandes terremotos.

O que resta aos nordestinos é a solidariedade, pois, a cultura da compra de votos e da roubalheira parece resistir ao tempo.

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