Faltam vários tipos de remédios na Farmácia do Estado de Pernambuco

farmaciaPacientes que dependem de medicamentos fornecidos pelas farmácias do governo de Pernambuco estão sofrendo com a falta de produtos. Remédios caros, para vários tipos de doenças, deixaram de ser distribuídos. A equipe do NETV 1ª Edição foi até uma das farmácias e registrou as dificuldades enfrentadas pela população que vai, mensalmente, em busca de remédio, informa o G1.

Na porta da farmácia, Adalgison Silva caiu no choro ao descobrir que o Parlodel, remédio que tem de tomar, não chegou. Ele explica que tem um tumor na cabeça, por isso precisa do tratamento, mas voltou para casa, em Paulista, no Grande Recife, de mãos abanando. “Está faltando o remédio. E eu estou com medo de sentir a dor”, lamentou, chorando.

A história de frustração se repete na frente da farmácia. A médica Suyane Caldas foi buscar a somatropina, hormônio do crescimento. Com duas crianças, ela saiu sem o medicamento. “Foi um tratamento difícil para as crianças aceitarem, o processo de aplicação. E agora vamos ter que recomeçar do zero”, lamenta Suyane.

A revolta na frente da farmácia é enorme. Pessoas ainda precisando de colírios, remédio para artrite reumatóide, para epilepsia. A professora Keilla Costa lamenta por ter que ficar dependendo tanto da farmácia do estado. “É um remédio muito caro, custa cerca de R$ 3 mil por mês”, explica a professora, que também necessita do hormônio do crescimento para o filho.

A consultora Elisângela Siqueira é diabética há 34 anos e fica arrasada por não conseguir o Lantus, um dos três remédios de que precisa pegar todo mês para controlar a doença. Diz que sempre falta pelo menos um dos três. “Há dois meses que não tem remédio pra mim, eu não tenho condições de comprar”, conta a consultora, que diminuiu, por conta própria, a dosagem.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou  que o medicamento lamotrigina de 100 mg já chegou ao Estado e que a expectativa é de que “todas [as farmácias] recebam o remédio ainda esta semana”. O texto afirma ainda que estão em fase final de compra a insulina glargina (nome comercial Lantus), o somatotropina e o bromocriptina (nome comercial Parlodel) – a previsão é de estoque preenchido em outubro.

O remédio tanercepte (nome comercial Enbrel) é fornecido pelo Ministério da Saúde e, segundo a Secretaria, deve estar nas farmácias até o final de semana. A orientação é que o paciente procure a farmacêutica da unidade para esclarecimentos.

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