Em nota, Promotor recomenda evitar plantar e patrocinar o plantio do Nim Indiano

promotor_de_tabiraO Promotor de Justiça, Aurinilton Leão Carlos Sobrinho, emitiu comunicado no último sábado, dia 28, acerca da planta conhecida como Nim Indiano (Azadirachta indica A. Juss). “É uma espécie invasora e, portanto, com enorme potencial destrutivo da flora nativa da Caatinga”, diz na nota.

Leia na íntegra:

O Promotor de Justiça Aurinilton Leão Carlos Sobrinho, em Exercício Pleno na Promotoria de Justiça de Tabira, Pernambuco, comunica à população tabirense que a planta conhecida como Nim Indiano (Azadirachta indica A. Juss), na verdade, é uma espécie invasora e, portanto, com enorme potencial destrutivo da flora nativa da Caatinga. Além disso, apresenta um grau elevado de toxicidade para abelhas e outros insetos.

É oportuno salientar que o Município de Tabira, PE, contraditoriamente pela pessoa responsável pela área ambiental no âmbito local, atua na contramão da História. O Município deveria, sim, aderir ao Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc) – Inhamuns é uma Microrregião do Estado do Ceará –, que vem se mobilizando contra a proliferação do plantio do nim (Azadirachta indica A. Juss) e fazendo um importante alerta: “a espécie nim se alimenta dos microrganismos da terra, é repelente natural de proporções desastrosas para a fauna e a flora, tem poder extraordinário de reprodução que já está sem controle, é árvore invasora, é abortivo natural que já ocasiona danos na região”.

A Promotoria de Justiça de Tabira publicará na semana vindoura a Portaria de Instauração de Inquérito Civil, bem como Recomendação ao Município de Tabira para fazer cessar, imediatamente, o plantio da referida árvore.

Recomenda-se, portanto, aos comerciantes e à população em geral evitar plantar e patrocinar o plantio do Nim Indiano (Azadirachta indica A. Juss).

Tabira, 28 de março de 2015.

Aurinilton Leão Carlos Sobrinho

1º Promotor de Justiça Substituto da 3ª Circunscrição – Afogados da Ingazeira

Designado para as Promotorias de Justiça de São José do Egito e Tabira

Deixe uma resposta