É mais perigoso andar de moto no interior de Pernambuco que na Região Metropolitana do Recife. Esta constatação foi feita pelos pesquisadores do Laboratório de Estudos em Violência e Saúde (Leves) da Fiocruz Pernambuco, que compararam a relação entre o número de acidentes fatais por motocicletas e o número de habitantes por município.

O resultado faz parte de uma pesquisa que está sendo realizada pelo Leves/Fiocruz PE sobre a distribuição espacial de acidentes com motos ocorridos no estado.

São consideradas zonas críticas pelos estudiosos os municípios pernambucanos de Ouricuri, Trindade e Ipubi, no Sertão; Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, Calumbi e Betânia; na região do Sertão do Pajeú; Petrolina, Afrânio e Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco; e Brejo, Tacaimbó, São Caetano, Saloá e Bom Conselho, no Agreste.

A falta de planejamento de tráfego e transporte para as vias públicas, com sinalização e circulação adequada para esse meio de transporte que deu lugar ao cavalo, ao burro, a carroça, entre outros meios de transporte animal, a falta de uma fiscalização mais efetiva, do porte da carteira de motorista e dos equipamentos de proteção individual, como o capacete, são alguns dos fatores atribuídos pelos pesquisadores para explicar o fenômeno.

O aumento do uso da motocicleta como meio de transporte e de trabalho, principalmente por motoboys e por mototaxistas, e a falta de educação para o trânsito e demais condicionantes para um pilotar seguro, também são apontados como fatores que contribuem para o crescente número de acidentes envolvendo motociclista
no interior.

No Brasil, no ano de 2005, foram quase 36 mil mortos e mais de 513 mil feridos. Entre as vítimas, 100 mil ficaram com alguma sequela ou deficiência. Em Pernambuco, de 2000 a 2005, 1.366 pessoas morreram vítimas de acidentes com motos. Neste intervalo de tempo, o número de óbitos por acidentes com moto pulou de 173 para 293 casos, um aumento de 70%.

Fonte: Blog do Jamildo

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