Diocese desmente nota da Prefeitura de Tabira e diz que Paróquia não organiza festa profana. “Não deveria gastar com atrações que não edificam”

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Em Tabira, a polemica da vez foi a decisão de não interromper a programação profana da Festa da Padroeira Nossa Senhora dos Remédios na cidade, com atrações sem nenhuma relação com a festa religiosa, informa Nill Júnior.

A continuidade da programação em meio à comoção da morte de Eduardo Campos gerou criticas principalmente de setores ligados ao socialista, que lembraram por exemplo a grande quantidade de eventos suspensos em várias cidades do Estado em respeito à memória do ex-governador.

A situação fez a Prefeitura de Tabira soltar uma nota afirmando ser da Paróquia e da Comissão da Festa – e não dela – a decisão de continuar a programação,  reafirmando a decisão de decretar luto de três dias tomada pelo prefeito Sebastião Dias. “ A prefeitura é a instituição mantenedora de parte da infraestrutura, bem como, parceira na doação das atrações musicais que abrilhantam os dias de festa, após o novenário realizado na igreja matriz”, diz a nota.

Mas não é o que afirma a Diocese de Afogados através do seu Vigário Geral, o Mons. João Carlos Acioly Paz, após contato com o Padre Aldo Guedes. O Monsenhor não só desmente a afirmação, como exime a Paróquia de responsabilidade, afirma que a organização é da prefeitura e ainda critica gastos públicos com atrações nem sempre com repertório que induza à formação. Leia nota a íntegra,  enviada hoje ao blog:

Em contato pessoal com o Revmº Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios – Tabira, Pe. Adilton Guedes de Carvalho, tomei conhecimento de que em nenhum momento a Paróquia apoiou, nem autorizou  programação da festa profana, pois esta é única e exclusiva responsabilidade da Prefeitura Municipal de Tabira, não tendo nenhuma conivência da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios.

A Paróquia está sendo responsável pela celebração dos sacramentos, sinais de salvação.

Em nome da Diocese de Afogados da Ingazeira, venho esclarecer e tornar público que a Prefeitura Municipal de Tabira não foi feliz ao afirmar através de nota e dos meios de comunicação que “as festas profanas são de única responsabilidade da Paróquia local”.  Esta expressão não corresponde à veracidade dos fatos, tendo em vista que desde o ano de 2009 a Paróquia através do seu pároco e do Conselho Paroquial de Pastoral tomou a sábia decisão de desligar a festa religiosa da festa profana.

No mais, é lamentável que em momento de crise e de desafios econômicos, não só em Tabira, mas em toda região do Pajeú, gastem o dinheiro público, que é nosso, com bandas que eventualmente não contribuem para a edificação e construção do saber cultural, aproveitando momentos religiosos para divulgar através dessas atrações músicas que não ajudam no processo educativo, cultural e evangelizador do Povo de Deus.

Mons. João Carlos Acioly Paz – Vigário Geral

4 pensou em “Diocese desmente nota da Prefeitura de Tabira e diz que Paróquia não organiza festa profana. “Não deveria gastar com atrações que não edificam”

  1. O povo de Tabira só pensa em festa.de vez em quando tem que aparecer alguém pra dizer umas verdades! Parabéns ao padre de Afogados! ESSAS festas que não contribui em nada.so despesas, e a cidade abandonada, uma bagunca! Respeitem a memória do Eduardo Campos…..

  2. Lamentável, tanto a falta de sensibilidade das lideranças locais, frente ao cenário de comoção popular que se abateu, não apenas sobre Pernambuco, mas sobre todo Brasil em razão da morte do ex-Governador e os demais tripulantes da aeronave que caiu na ultima sexta-feira em Santos/SP; bem como a desculpa, em forma de mentira, divulgada pelo Secretário de Cultura e chancelada pelos demais membros dessa gestão catastrófica. É por essas e outras que Tabira não sai do lugar! #vergonha

  3. Respeito e lamento muito a morte de Eduardo Campos, uma perda irreparável, principalmente para nos conterrâneos. Porém, do dia da sua morte até o dia do funeral só no bairro de Santo Amaro, Coelho e Afogados foram vitimadas 15 pessoas por arma de fogo, daí temos pai de família com filhos pequenos que necessitavam dele para o próprio sustento e agora vão passar fome, outra foi uma professora que após a labuta foi cruelmente estuprada e morta, entre outros. Ai ficam alguns BOCA PRETA DA MULESTA, usando de uma tragédia para tumultuar uma gestão que tá organizando a cidade de Tabira. SE CONFORMEM COM A DERROTA !!!!!!

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