“Combustíveis estão caindo, ninguém me culpa agora, né?”, questiona Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) exaltou a queda dos preços de combustíveis a apoiadores ontem em Brasília. “Os combustíveis caindo bastante, ninguém me culpa agora né?“, questionou em conversa no cercadinho do Palácio da Alvorada.

Na semana passada, os estados passaram a adotar uma alíquota fixa para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, atendendo ao texto aprovado pelo Congresso. O projeto teve articulação de aliados do presidente, que acusava os governadores de cobrarem taxas excessivas da população.

A redução do imposto fez a média nacional do preço da gasolina comum cair R$ 0,26 na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A lei havia determinado que os governos estaduais não podem cobrar impostos dos combustíveis superior à alíquota geral do ICMS, que costuma ficar em 17% ou 18%.

Lula critica decreto de Bolsonaro

O presidente editou um decreto nesta quinta-feira (7) que obriga os postos a exibirem os preços dos combustíveis praticados em 22 de junho de 2022, data anterior à sanção do projeto de lei que estabeleceu o teto para o ICMS. O candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o ato.

“Bolsonaro quer que postos mostrem o ICMS ao lado do preço da gasolina. Mas quem decidiu o preço dolarizado foi o presidente da Petrobrás, escolhido por ele”, escreveu o ex-presidente Lula no Twitter.

O petista tem se colocado contra a política de paridade de preços internacionais da Petrobras.

“Como presidente, enfrentei uma crise em 2008, o barril foi para 147 dólares e a gasolina era R$ 2,60”, disse. Na época, a estatal não corrigia a cifra dos combustíveis de acordo com os valores no exterior.

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