Com 80% dos leitos de UTI ocupados, Afogados da Ingazeira cancelou o carnaval de rua em 2022

Afogados da Ingazeira não foi na contramão dos grandes centros do carnaval brasileiro, como Recife, Salvador e Olinda, e cancelou o carnaval de rua promovido pela prefeitura do município. A informação foi antecipada com exclusividade pelo secretário de Saúde, Arthur Amorim, ao falar ao Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM de Tabira nesta quarta-feira (12).

Levando ao ar dados atualizados sobre o Hospital Regional Emília Câmara, o secretário disse que hoje a unidade está com 80% dos leitos de UTI ocupados e quem apresenta diagnóstico negativo para covid-19, apresenta positivo para H3N2. “Seis pacientes estão intubados e quatro estão fazendo hemodiálise”, detalhou Arthur.

Um fator preocupante apresentado pelo secretário afogadense é a fuga das pessoas na tomada da dose de reforço. Segundo ele, Afogados foi a cidade pernambucana que mais aplicou a dose de reforço, mas muitas pessoas ainda não compareceram alegando medo da reação. “Desde setembro que não temos nenhum caso grave em Afogados da Ingazeira e isso é consequência do processo de vacinação, não tem outra explicação”, enfatizou.

Sobre a vacinação em crianças, Arthur definiu como aberração a postura do Ministério da Saúde em perder tempo fazendo uma consulta pública para vacinar o público infantil. Para o secretário, essa iniciativa só fez atrasar o processo de vacinação. “A gente recomenda que os pais levem suas crianças para tomarem a vacina”, afirmou.

Falando sobre o carnaval de rua promovido pela prefeitura, o secretário disse que o prefeito Sandrinho e sua gestão têm como base o princípio da vida e que já se tinha um direcionamento para o cancelamento do carnaval sob alegação de que na rua não tem como se fazer o controle.

Um decreto, inclusive, já estaria sendo preparado para ser divulgado nos próximos dias. À noite, através de uma nota nas redes sociais, a prefeitura informou o cancelamento. Sobre as festas privadas, o secretário disse que continuarão seguindo os decretos do Estado.

Fonte: Redação de Jornalismo da Rádio Cidade FM

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