Bolsonaro e Moro miram votos de Lula no Nordeste e intensificam agendas na região

Os principais pré-candidatos à Presidência, sobretudo do espectro de centro-direita, deram início a uma corrida para tentar ganhar campo no Nordeste, segunda maior região em número de eleitores, com 39 milhões, atrás apenas do Sudeste, que reúne 62 milhões deles. O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) embarcaram nesta semana para estados nordestinos, destino da primeira viagem de João Doria (PSDB) assim que deixar o governo de São Paulo, em abril.

Assim como acontece historicamente, hoje o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o líder nas pesquisas de opinião feitas entre o eleitorado daquela região. O levantamento mais recente, realizado em dezembro pelo Ipec, mostra que Bolsonaro tem 15% de intenções de voto no Nordeste, contra 21% no país todo. O petista, por sua vez, passa de 48% para 63% na região. No caso de Moro, o índice cai de 6% para 3%. Ciro Gomes (PDT), que construiu sua carreira política no Ceará, tem um pequeno avanço, dentro da margem de erro, de 5% para 6%. João Doria (PSDB) permanece em 2%.

Entre ontem e hoje, Bolsonaro vai passar em quatro estados — Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte — para entregar obras relacionadas à transposição do São Francisco. De acordo com auxiliares do Palácio do Planalto, de olho nas urnas, a partir de agora, o presidente deverá participar do maior número possível de entregas na região. Os eventos serão usados para defender as ações do governo e fazer críticas às gestões do PT.

Moro, por sua vez, iniciou uma série de agendas no Ceará por Juazeiro do Norte, no último domingo. Ele também irá ao Piauí nesta quarta-feira (9). Em seu primeiro dia de viagem, o ex-ministro tentou capitalizar um episódio negativo ocorrido quando estava no governo federal, um motim de policiais que abriu a porteira para uma onda de violência no estado. Disse que já possui uma relação anterior com o Ceará porque, enquanto titular da Justiça, enfrentou duas crises de segurança no Estado.

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